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ACM Neto: União Brasil nasce "distante do governo" e dialoga com partidos, entre eles o PDT

Publicado às | Atualizado em 26/10/2021, 20:56 | Autor: Rodrigo Aguiar
ACM Neto participou de transmissão com Ciro Gomes | Foto: Reprodução | YouTube
ACM Neto participou de transmissão com Ciro Gomes | Foto: Reprodução | YouTube -
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Caso não lance candidatura própria à Presidência da República, o União Brasil quer apoiar uma alternativa à "polarização", afirmou nesta terça-feira, 26, ACM Neto, secretário geral da nova sigla, resultado da fusão entre DEM e PSL. Entre os partidos com os quais o União Brasil dialoga, segundo Neto, estão o MDB, PSDB e o PDT, de Ciro Gomes.

"O União Brasil nasce muito distante de estar nas hostes ou debaixo da saia do governo", declarou o pré-candidato ao governo da Bahia, em transmissão com o presidenciável do PDT, ao ser questionado se a nova legenda não apoiaria de forma alguma a tentativa de reeleição de Jair Bolsonaro em 2022.

Ao falar sobre as negociações que levaram à fusão de DEM e PSL, antigo partido de Bolsonaro, o ex-prefeito de Salvador disse que houve a tentativa de identificar "pontos em comum". "Entendemos que há uma contribuição a ser dada para quebrar esse quadro de polarização politica. Acreditamos na hipótese da construção de novas alternativas que não nos deixe entre o atual presidente e o ex-presidente, entre Bolsonaro e Lula", reiterou.

Apesar de defender o pluripartidarismo, Neto questionou o número de siglas existentes no país. "Será que temos 40 diferentes ideologias no Brasil ou será que o modelo atual favorece o fisiologismo, as práticas ruins? A gente acha que é preciso um amadurecimento, com diminuição do número de partidos", avaliou.

Ao comentar o debate atual em torno do teto de gastos, o ex-prefeito destacou o trabalho durante sua gestão para organizar as finanças. "É um absurdo dizer que ou você gasta ou organiza as contas. Governo que não é competente vai viver sempre esse dilema", disse. "A ex-presidente Dilma ajudou a quebrar o país porque não se preocupou com o equilíbrio das contas. No fundo, a gente vê desculpas para quem não faz o dever de casa", acrescentou.

Neto ainda definiu como "inacreditável " a associação feita por Bolsonaro entre vacinas contra a covid-19 e Aids. "Isso acaba gerando confusão, dúvida na cabeça de muita gente. Nós governantes temos que passar segurança", disse.

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