Milton Ribeiro diz ter acionado CGU sobre pastores no MEC

No entanto, ministro os encontrou ao menos cinco vezes em 2021

Publicado quinta-feira, 24 de março de 2022 às 08:22 h | Atualizado em 24/03/2022, 08:22 | Autor: Da Redação
Ministro da Educação, Milton Ribeiro
Ministro da Educação, Milton Ribeiro -

O ministro da Educação, Milton Ribeiro, afirmou que denunciou, em agosto do ano passado, à Controladoria-Geral da União (CGU) o caso de uma suposta atuação indevida de pastores. Porém, de acordo com informação do jornal Folha de S. Paulo, ele ainda os encontrou ao menos cinco vezes, segundo mostra sua agenda oficial, que registra outros três encontros do ministro com eles em seu próprio gabinete em 2021. 

Através de nota divulgada nesta quarta-feira, 23, o órgão afirma que recebeu duas denúncias do Ministério da Educação no ano passado sobre os pastores, que não têm cargo, e atuam em um esquema informal de obtenção de verbas da pasta.

Confirma a CGU, após a apuração, não foram encontradas irregularidades na atuação de agentes públicos, e sim na de "terceiros". O órgão disse que vai reabrir a apuração após a notícia de que os pastores teriam pedido 1 kg de ouro para um prefeito.

Os documentos entregues pelo MEC em 2021, segundo a CGU, são sobre uma denúncia que tratava de "possíveis irregularidades que estariam ocorrendo em eventos realizados pelo MEC e outra sobre oferecimento de vantagem indevida, por parte de terceiros, para liberação de verbas no âmbito do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE)".

A controladoria disse, em nota, que foi aberta uma comissão com servidores para apurar as denúncias e, ao final dos trabalhos, em 3 de março deste ano, não constataram irregularidades cometidas por agentes públicos, mas sim "possíveis irregularidades cometidas por terceiros".

Por fim, a CGU decidiu abrir um novo procedimento sobre o caso, após revelações envolvendo os pastores Arilton Moura e Gilmar Santos. "A CGU decidiu por abrir novo procedimento, desta vez uma Investigação Preliminar Sumária (IPS), para investigar os novos fatos, em especial, o pedido de vantagem por terceiros".

Em uma gravação revelada pela Folha, Ribeiro disse priorizar pedidos de amigos de dois pastores para liberação de verba do ministério. Segundo o próprio ministro, ele estaria atendendo a um pedido do presidente.

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