Operação suspeita na conta de Milton Ribeiro, aponta CGU

Descoberta mudou o rumo das investigações sobre irregularidades praticadas no MEC

Publicado quarta-feira, 22 de junho de 2022 às 20:17 h | Atualizado em 22/06/2022, 20:17 | Autor: Da Redação
Milton Ribeiro foi preso na manhã desta quarta-feira, 22
Milton Ribeiro foi preso na manhã desta quarta-feira, 22 -

Desde março, quando começaram os rumores sobre um gabinete paralelo no Ministério da Educação (MEC), a Controladoria Geral da União (CGU) iniciou uma investigação que identificou, há três semanas, movimentações suspeitas nas contas bancárias do ex-ministro da Educação Milton Ribeiro, preso na manhã desta quarta-feira, 22. A informação é da CNN Brasil que teve acesso a investigação.

O achado, segundo a CNN, mudou os rumos da apuração e a equipe da CGU, desde então, trabalha para cruzar essa movimentação com outros indícios e a relação direta de Milton com os pastores. Até então, os cruzamentos feitos pelos desembolsos do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) e os municípios beneficiados não se mostravam prósperos.

“Como resultado da apuração, houve a abertura, em 14 de abril de 2022, de Processo Administrativo Disciplinar (PAD), em face de agente público, e a instauração, em 16 de maio de 2022, de Processo Administrativo de Responsabilização (PAR), em desfavor de ente privado”, informou a CGU.

A CNN diz ainda que a descoberta da CGU gerou “abertura de trabalhos de auditoria complementares, os quais permanecem em curso''. O órgão ainda informou que pretende finalizar o inquérito até julho pois querem explicações do próprio Milton Ribeiro se realmente há algum benefício indevido.

Em nota, a CGU apontou também que encaminhou à Polícia Federal e ao Ministério Público Federal o nome de outros envolvidos identificados na investigação sobre o “gabinete paralelo do MEC”. “No decurso da Investigação Preliminar Sumária também foi identificada a prática de atos suspeitos por pessoas que não se submetem à competência correcional da Controladoria-Geral da União. Os indícios relacionados às condutas de tais pessoas foram, conforme a legislação de regência, devidamente encaminhados à Polícia Federal e ao Ministério Público Federal”.

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