PGR não vê desvio de finalidade de Bolsonaro em trocas na PF

Vice procurador-geral se manifestou após STF solicitar resposta a pedido de senador oposicionista

Publicado sexta-feira, 18 de março de 2022 às 13:45 h | Atualizado em 18/03/2022, 13:45 | Autor: Da Redação
PGR não viu, até o momento, indícios de desvios de finalidade em trocas de comando na Polícia Federal
PGR não viu, até o momento, indícios de desvios de finalidade em trocas de comando na Polícia Federal -

Em manifestação enviada ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta quinta-feira, 17, a Procuradoria-Geral da República (PGR) afirmou que até o momento, não há indícios de desvio de finalidade na troca em postos de comando da Polícia Federal, feita pelo presidente Jair Bolsonaro (PL) no final de fevereiro.

O órgão sustenta que, sem a "efetiva demonstração de tal ilegalidade", não cabe a decretação de medida judicial para suspender as mudanças feitas pelo governo. A resposta da PGR ocorre a uma solicitação do ministro Alexandre de Mores, relator do inquérito no STF sobre a suspeita de que Bolsonaro interferiu na direção da PF para proteger parentes e aliados.

A PGR é comandada por Augusto Aras, acusado pelos partidos de oposição de atuar alinhado aos interesses do governo. O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) pediu à Corte para intervir no caso, tendo como preocupações maiores as trocas na Diretoria de Investigação e Combate ao Crime Organizado (Dicor), cuja equipe é responsável pelos inquéritos que envolvem Bolsonaro e aliados, e na Diretoria de Inteligência Policial (DIP).

Para o vice-procurador-geral da República, Humberto Jacques de Medeiros, responsável pelo retorno, o pedido de Randolfe é desprovido "de qualquer suporte probatório mínimo que permita a inclusão de tal nomeação no contexto de investigação deste inquérito e se revele suficiente para fundamentar a decretação de uma medida cautelar".

"Não foi mencionado pelo peticionante qualquer fundamento através do qual possa vislumbrar-se urgência ou existência de perigo de ineficácia da medida pleiteada, inexistindo, assim, motivação idônea para imposição da cautelar", afirmou Medeiros.

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