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Câmara de Salvador quer proibir Carnaval na Quarta-feira de Cinzas

Publicado quinta-feira, 12 de setembro de 2019 às 20:31 h | Atualizado em 12/09/2019, 20:34 | Autor: Raul Aguilar
Projeto de Carballal usa fé cristã como argumento para impedir festejos
Projeto de Carballal usa fé cristã como argumento para impedir festejos -
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Uma adequação ao calendário de festas católicas, esse foi a justificativa do vereador Henrique Carballal (PV) para propor, por meio do Projeto de Lei (PL) nº 45/16, a extinção do tradicional arrastão da Quarta-feira de Cinzas, em Salvador. A proposta foi aprovada na Câmara Municipal na quarta-feira, 11.

“Precisamos entender o carnaval do ponto de vista da tradição cristã, ele é uma festa cristã,  por incrível que pareça. Invadir a quarta feira é um anti-carnaval. Se é carnaval, deve respeita a quaresma, que começa com o alvorecer da quarta-feira”, justificou o autor da proposta.

Questionado sobre o fato do PL provocar o fim do arrastão, que é considerado o Carnaval para os que trabalham durante o festejo e o legitimo encerramento da folia, o vereador comentou: “Para mim, quem trabalha na festa, ao final dos dias, quer ir para casa ficar com à família. Salvador tem um calendário extenso de festas, esses cantores que cantam no arrastão podem ir cantar de graça lá”.

Pedro Costa, ex-presidente do Conselho Municipal do Carnaval e outras festas populares (COMCAR), elogiou a decisão. “Acho positivo esse PL, já temos dias suficientes para fazer o Carnaval. Desde o início, a festa foi programada em função do calendário religioso, da Semana Santa. Não podemos agora extrapolar esse planejamento”, afirmou Pedro.

Segue para sanção

O projeto seguirá para a sanção do prefeito ACM Neto. “A prefeitura não organiza o Arrastão da Quarta-feira de Cinzas, ele é uma iniciativa dos próprios artistas. Quanto ao projeto, deixa chegar na prefeitura que eu vou avaliar. Eu, como cidadão, não sou fã da Quarta de Cinzas, mas tem gente que gosta. Vamos ver se o projeto tem juridicidade ou não. Se não tiver, será vetado. Se tiver, será sancionado”, afirmou.

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