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Conjuntura externa comprometeu algumas decisões do BNDES, diz Monteiro em CPI

Publicado quinta-feira, 19 de novembro de 2015 às 09:47 h | Atualizado em 19/11/2021, 07:06 | Autor: Rachel Gamarski | Estadão Conteúdo
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O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Armando Monteiro, reconheceu na manhã desta quinta-feira, 19, que conjunturas externas comprometeram algumas decisões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Monteiro ressaltou que as condições externas influenciaram não só o banco como também o comércio exterior do Brasil. "Precisamos criar métrica e mecanismos mais adequados, lembrando que o próprio banco já tem mecanismos, mas nós podemos e devemos aperfeiçoar", afirmou durante a Comissão Parlamentar de Inquérito instalada para analisar as operações do banco.

Para o ministro, é preciso ter uma visão mais microeconômica do resultado de algumas políticas. O banco é, como foi dito, o principal e único agente que prove financiamento de longo prazo no Brasil. "O BNDES desempenha papel fundamental para a sustentação da taxa de investimento", ressaltou.

O ministro lembrou que as linhas das políticas industriais não são estabelecidas dentro do banco. "Devemos ampliar o apoio às micro e pequenas empresas", sugeriu o ministro, lembrando que hoje o BNDES investe mais neste setor.

Na avaliação de Monteiro, a política industrial do Brasil deve ser feita pelo governo e não pelo BNDES, mas o banco tem que ter a capacidade de se ajustar a estas políticas. "O banco tem revelado capacidade de se ajustar às mudanças da economia e, evidentemente, essas mudanças precisam ser adotadas e sinalizadas pelas políticas industriais do País", frisou Monteiro.

Sobre o Programa de Sustentação do Investimento (PSI), o ministro frisou que o BNDES tem relatórios que fazem demonstrações das aplicações dos programas, inclusive deste programa. "Vale lembrar que o PSI teve papel fundamental na política anticíclica. O PSI, a meu ver, foi um instrumento muito importante", disse. O ministro lembrou o custo fiscal do programa e justificou o momento econômico do Brasil como razão para a redução das taxas do PSI.

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