Bolsonaro não pode responder pelos atos de apoiadores, diz sua defesa

Advogados do presidente defendem o arquivamento de uma representação movida contra ele por partidos de oposição

Publicado quinta-feira, 21 de julho de 2022 às 07:56 h | Atualizado em 21/07/2022, 07:56 | Autor: Da Redação
Bolsonaro durante campanha em 2018, onde disse "vamos fuzilar a petralhada aqui do Acre"
Bolsonaro durante campanha em 2018, onde disse "vamos fuzilar a petralhada aqui do Acre" -

A defesa do presidente  Jair Bolsonaro (PL) disse ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nesta quarta-feira, 20,  que ele "não tem controle" sobre os atos de seus apoiadores e nem poderia ser responsabilizado pelas suas condutas. Com isso, defenderam o arquivamento de uma ação que pede ao TSE que obrigue o presidente a se abster de proferir "discursos de ódio" durante a campanha.

A representação foi movida na semana passada por sete partidos de oposição em meio ao assassinato do guarda civil e tesoureiro do PT, Marcelo Arruda, morto a tiros pelo policial penal federal Jorge Guaranho, apoiador de Bolsonaro, no último dia 9. Guaranho virou réu após a Justiça do Paraná aceitar a denúncia do Ministério Público, onde ele é acusado de homicídio duplamente qualificado, ou seja, por motivo fútil e perigo comum.

Segundo os defensores, não houve incitação de atos violentos por parte de Bolsonaro e as menções do presidente às expressões de "tiros" e "fuzilar" ou "uma granadinha só mata todo mundo" não deveriam ser tomadas "no seu sentido literal". "Trata-se de figura de linguagem - hipérbole - que expressa a divergência ideológica do ora Representado em relação ao Partido dos Trabalhadores", afirmam.

Outro argumento trazido foi o de que quando Bolsonaro afirmou "Você sabe como você deve se preparar, não para o novo Capitólio, ninguém quer invadir nada", ele estaria deixando claro que "não deseja um movimento violento tal como se diz ter ocorrido nos Estados Unidos da América".

Publicações relacionadas