Presidente do PCdoB-BA fala em crise: "Precisamos resolver problemas"

No Isso É Bahia, Davidson Magalhães não escondeu insatisfação por correligionário não ser pré-candidato a suplente de Otto

Publicado terça-feira, 12 de julho de 2022 às 09:28 h | Atualizado em 12/07/2022, 10:24 | Autor: Lucas Franco
“Isso cria mal estar em um momento em que precisamos somar. Desestimula”, disse o presidente do PCdoB na Bahia, Davidson Magalhães, sobre a suplência do pré-candidato ao Senado de Otto Alencar (PSD) não ser ocupada por um membro de sua legenda
“Isso cria mal estar em um momento em que precisamos somar. Desestimula”, disse o presidente do PCdoB na Bahia, Davidson Magalhães, sobre a suplência do pré-candidato ao Senado de Otto Alencar (PSD) não ser ocupada por um membro de sua legenda -

A divulgação de que a pré-candidatura à suplência ao Senado na chapa de Otto Alencar (PSD) ficará com Terence Lessa (PT) criou insatisfação em um partido da base de Rui Costa (PT). Entrevistado pelo Isso É Bahia, da rádio A TARDE FM (103.9), desta terça-feira, 12, o presidente do PCdoB na Bahia, Davidson Magalhães, falou sobre a insatisfação da sua legenda pelo fato de seu correligionário, Augusto Vasconcelos, ser preterido. “Não é a pessoa do Terrance [Lessa], não é pessoal. Mas é demais o PT ter duas pessoas na composição de chapa”, disse Davidson.

O presidente do PCdoB ainda acha que a situação pode ser revertida. “Acho que a gente ganha [as eleições], mas precisamos resolver esses problemas”. No entanto, não foi especificado pelo dirigente o que poderia acontecer caso sua legenda não tenha sua demanda atendida.  “Qual é a consequência, nós vamos ver os próximos passos”. Para o pcdobista, faltou colocar em prática a discussão de critérios para a pré-candidatura da suplência de Otto, que era, segundo ele, não ser um político de partido que já tivesse representação em alguma majoritária, entre outros. “Isso cria mal estar em um momento em que precisamos somar. Desestimula”, desabafa.

Durante a entrevista, Davidson mostrou otimismo com as eleições, em que o pré-candidato ao Governo do Estado pelo grupo é Jerônimo Rodrigues (PT), e relembrou da primeira vitória para governador de uma chapa encabeçada pelo PT, em 2006, quando Jaques Wagner, pelas pesquisas, aparecia como derrotado no primeiro turno e ao final do pleito, venceu a disputa no primeiro turno. “Nós somos a única força que estávamos da primeira candidatura de Wagner até hoje. A marca é a discussão. O primeiro partido a apoiá-lo foi o PCdoB, não havia nem definição do PT [sobre apoio a Wagner, segundo Davidson]”.

Veja a entrevista completa abaixo: 

 

A Tarde FM
 

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