PT expulsa 11 em Pernambuco por não aceitarem aliança com PSB

Grupo apoia a candidata Marília Arraes, líder nas pesquisas pelo Solidariedade

Publicado quinta-feira, 07 de julho de 2022 às 16:02 h | Atualizado em 07/07/2022, 16:02 | Autor: Da Redação
Marília Arraes se filiou ao Solidariedade, do deputado Paulinho da Força, para concorrer ao Governo de Pernambuco, contrariando orientação do PT
Marília Arraes se filiou ao Solidariedade, do deputado Paulinho da Força, para concorrer ao Governo de Pernambuco, contrariando orientação do PT -

O esforço do PT para construir palanques fortes no maior número de estados causa reflexos na estrutura interna do partido. Em Pernambuco, a aliança com o PSB afastou alguns militantes, inclusive a pré-candidata ao governo, líder das pesquisas, Marília Arraes, neta de Miguel Arraes, que tem 29% das intenções de voto.

Marília se filiou ao Solidariedade para concorrer nas eleições, mas manteve seu apoio ao ex-presidente Lula, uma vez que o novo partido integra a base de apoio à candidatura do ex-presidente no pleito nacional. Mas, a divisão da militância custou caro para alguns petistas.

Como o PT apoia Danilo Cabral (PSB), que tem apenas 10% nas pesquisas, onze militantes petistas foram expulsos pela direção do partido em Pernambuco por não apoiarem o pessebista para o governo do estado. Todos foram eleitos pelo PT ou ocupam cargos na estrutura partidária. A maioria apoia a ex-petista Marília Arraes, mas há quem tenha declarado apoio a pré-candidatos de outros partidos, como o União Brasil.

Estão na lista de expulsão prefeitos, vereadores e líderes de diretórios municipais. Os nomes só serão confirmados pela Presidência do PT em Pernambuco depois que forem comunicados oficialmente pelo partido. O senador Humberto Costa (PT-PE), que não participa diretamente das decisões do diretório estadual, afirmou que o PT tomou a decisão de fazer uma aliança com o PSB em Pernambuco e que os que discordarem da orientação podem se afastar ou se desfiliar.

"Fica complicado as pessoas estarem no partido, mas defendendo uma posição que não é a do PT e usando o nome da sigla. Todos são livres para defender quem quiser, mas quem é do partido deve seguir as diretrizes do partido", afirmou.

O secretário geral do PT em Pernambuco, Sérgio Goiana, lembrou que a deliberação do partido pelo apoio a Cabral ocorreu em maio passado, com a formalização da aliança com o PSB no estado. A partir disso, acrescentou, todos os que detém mandatos ou cargos na estrutura partidária devem seguir a decisão majoritária.

"Não importa se é A ou B, todos devem seguir o que foi decidido pela maioria. A regra do jogo é essa. Não se trata de caça às bruxas", afirmou. Goiana afirmou que os 11 expulsos manifestaram publicamente apoio a outros pré-candidatos ao governo de Pernambuco e foram notificados para rever suas posições, mas não voltaram atrás.

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