TSE recebe mais de 80 denúncias sobre notícias falsas em 16 dias

Denúncias são feitas por meio de um sistema em parceira com plataformas digitais que mantêm acordos de cooperação com o tribunal

Publicado domingo, 10 de julho de 2022 às 10:44 h | Atualizado em 10/07/2022, 10:44 | Autor: Da Redação
O TSE encaminha as denúncias para as plataformas digitais e agências, que checam e bloqueiam o conteúdo falso
O TSE encaminha as denúncias para as plataformas digitais e agências, que checam e bloqueiam o conteúdo falso -

O Tribunal Superior Eleitoral recebeu 83 denúncias de notícias falsas ou manipuladas sobre as eleições em apenas 16 dias, entre 21 de junho e 6 de julho, uma média de cinco por dia.

As denúncias são feitas por meio do Sistema de Alerta de Desinformação Contra as Eleições, lançado pelo TSE em parceria com Google Brasil, YouTube, Facebook, Instagram, WhatsApp, Telegram, Kwai, TikTok, LinkedIn, Twitter e Spotify, plataformas digitais que mantêm acordos de cooperação com o tribunal.

O conteúdo das denúncias é encaminhado as plataformas digitais e agências de checagem para que se consiga rapidamente conter o impacto na internet de informações falsas sobre o processo eleitoral brasileiro.

Quem for identificado postando conteúdo de ódio ou mentiras pode ser retirado das redes sociais e, em casos mais graves, até alvo de denúncia ao Ministério Público Eleitoral (MPE).

Em 2020, 1.042 contas foram banidas após denúncias feitas ao TSE pelo canal do WhatsApp.

Em junho, o TSE desmentiu conteúdos disseminados nas redes sociais e comentados por políticos como verdades através do canal Fato ou Boato. Num das mentiras contestadas estava o caso de um falso áudio atribuído a um ex-diretor do Datafolha, com suposto plano para fraudar as eleições.

“O suposto plano para fraudar as urnas é tão falso quanto a suposta autoria da gravação. O áudio foi extraído de um vídeo produzido por um canal de sátira no YouTube, e a voz das peças desinformativas compartilhadas na internet pertencem, na verdade, a um personagem criado por um humorista”, disse o TSE numa publicação.

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