Emendas 'ocultas' do governo Bolsonaro quadruplicam em relação a gestões Dilma e Temer

Publicado domingo, 20 de junho de 2021 às 08:49 h | Atualizado em 20/06/2021, 11:59 | Autor: Da Redação

As emendas aprovadas durante o governo de Jair Bolsonaro são quatro vezes maiores que as registradas durante as gestões dos ex-presidentes Dilma Roussef (PT) e Michel Temer (MDB). Essas emendas não aparecem nos sites de transparência do governo e do Congresso, apenas em troca de ofícios entre ministérios e parlamentares. 

Essas emendas ocultas ficaram conhecidas como "orçamento paralelo". Na gestão do presidente Bolsonaro, grande parte do valor enviado aos parlamentares foi utilizado para compra de máquinas agrícolas acima dos valores de tabela, gerando o apelido de "tratoraço" ao sistema.

O levantamento obtido pelo UOL via Lei de Acesso à Informação (LAI) mostra que no governo Bolsonaro foram aprovados em média anual, um total de R$ 20,7 bilhões em emendas de relator.

Como base de comparaação, no governo Temer, de 2016 a 2018, foram R$ 4,8 bilhões em média. Na gestão de Dilma, entre 2011 e 2015, foram R$ 3,8 bilhões em média por ano.

Sem considerar a inflação, as emendas de relator do governo Dilma variaram entre R$ 300 milhões a R$ 5,5 bilhões. Sob o comando de Temer, a variação foi de R$ 1,5 bilhão a R$ 5,5 bilhões. Já na gestão Bolsonaro, as emendas foram de R$ 1,9 bilhão em 2019, R$ 28 bilhões em 2020 e R$ 29 bilhões em 2021.

No entanto, o levantamento da Consultoria de Orçamento da Câmara considera as emendas apresentados e não efetivamente pagas. Em 2021, durante a execução orçamentária, o governo federal anunciou um corte de R$ 10 bilhões no montante de R$ 29 bilhões em emendas do relator.

Publicações relacionadas