Governistas dizem que Witzel tentou ajudar oposição a "enquadrar" Bolsonaro

Publicado quarta-feira, 16 de junho de 2021 às 19:41 h | Atualizado em 16/06/2021, 19:44 | Autor: Da Redação

Senadores governistas viram o depoimento do ex-governador do Rio de Janeiro Wilson Witzel na CPI da Covid, nesta quarta-feira, 16, como uma tentativa da oposição de "enquadrar" o presidente Jair Bolsonaro.

Após um bate boca com o senador Flávio Bolsonaro (Patriota), filho do presidente, Witzel decidiu abandonar a sessão.

Durante as mais de quatro horas de depoimento, o ex-governador afirmou que seu impeachment foi consequência de uma perseguição política, que estaria inserida em uma tentativa do governo federal de fragilizar os gestores estaduais em meio às medidas restritivas adotadas durante a pandemia.

"Ficou muito ruim, ainda mais, para mim, a imagem do Senado como tá passando ao todo dessa CPI. Porque nós temos um relator que responde a 17 processos no Supremo Tribunal Federal, perguntando perguntinhas casadas com alguém que é investigado por desviar aproximadamente R$ 700 milhões da Saúde do Rio de Janeiro em plena pandemia. Ele [Witzel] veio e falou o que quis, ouviu o que não quis, e quando percebeu que o bicho ia pegar com ele, ele correu como um covarde", afirmou Flávio Bolsonaro, em coletiva à imprensa.

"Hoje, mais uma vez, trazem para a CPI um depoimento encomendado para sustentar narrativas acusatórias. E quando começam as perguntas que colocam em xeque aquele que é sabatinado, aquele que é interrogado, simplesmente foge do embate. Então, até agora nessa CPI, a oposição só tem narrativas, provas não há", disse o senador Marcos Rogério (DEM-RO).

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