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Haddad ironiza programa para jovens de Serra

Publicado terça-feira, 23 de outubro de 2012 às 17:55 h | Atualizado em 19/11/2021, 05:07 | Autor: Daiene Cardoso | Agência Estado
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O candidato do PT à Prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad, ironizou nesta terça-feira a resposta que o tucano José Serra deu a um ouvinte da rádio CBN de que combateria o problema de violência nas escolas com prevenção, através de um programa de acompanhamento de jovens com eventual propensão ao crime, em parceria com a Fundação Casa (ex-Febem). Para o petista, que esteve nesta tarde na Casa Verde, zona norte da cidade, a proposta é "descabida", perigosa e pode esbarrar no preconceito. "Me parece perigosa a proposta. Primeiro cabe a pergunta: é para rico ou é para pobre esse monitoramento?", indagou o petista, numa referência à pergunta feita por Serra durante o debate promovido pela TV Bandeirantes na última semana onde ele induziu o petista a responder se as suas realizações eram para pobres ou para ricos.

Serra disse à rádio que faria um trabalho preventivo, "que é identificar quem tem um potencial para ir para o crime ou para a droga e poder fazer um trabalho de acompanhamento, de monitoramento e de ajuda a esses jovens, não são apenas medidas de segurança, são medidas preventivas". Haddad, então questionou: "O senhor (Serra) vai monitorar crianças da periferia? Vai entrar em escolas particulares? Qual é o sentido dessa proposta? Será que ele vai levar a Febem para as escolas particulares para monitorar quem tem propensão à droga e ao crime?", provocou Haddad. O candidato disse ainda esperar que seu adversário volte atrás nas afirmações porque a ideia, em sua opinião, é "descabida".

O petista voltou a dizer que não pretende romper os contratos com as Organizações Sociais (OS) que administram hospitais na cidade, mas ressaltou que nos três hospitais que serão construídos, o regime de administração será público. Haddad lembrou que o Tribunal de Contas do Município (TCM) apontou o pagamento de serviços que não foram executados e que as entidades recebem dos cofres públicos R$ 2,4 bilhões. "Só vou pagar pelo serviço prestado, não vou pagar pelo serviço não prestado", afirmou aos jornalistas. O candidato insistiu para que o tucano se pronuncie sobre o decreto estadual que prevê a destinação de leitos públicos hospitalares para planos de saúde o que, de acordo com Haddad, tiraria dos paulistanos 792 leitos. O decreto foi barrado pela Justiça.

Eymael

Haddad participou nesta tarde de um minicomício ao lado do candidato derrotado à Prefeitura de São Paulo José Maria Eymael (PSDC). Segundo Eymael, seu partido firmou aliança com Haddad na última sexta-feira (19). "Fui 27 o primeiro turno inteiro. Agora sou 13", disse Eymael aos militantes que se concentraram no Largo do Japonês, na Casa Verde.

Eymael também criticou os ataques de Serra ao petista. "A campanha do José Serra é de uma agressividade sem sentido, uma coisa que realmente ofende o eleitor. Essas últimas cenas dele querendo desconstruir a imagem do Haddad é uma coisa velha na política brasileira", condenou.

Durante seu discurso, o petista disse que, se eleito, colocará o interesse público em primeiro plano, ao contrário de Serra que, segundo ele, coloca o interesse pessoal "acima de tudo". "Se precisar largar a Prefeitura para concorrer ao governo (estadual), ele larga. Se precisar largar o governo (estadual) para concorrer à Presidência, ele larga. É desse jeito que ele funciona", atacou.

Ao lado do senador Eduardo Suplicy (PT-SP), Haddad pediu que a militância se mantenha mobilizada até domingo, dia da realização do segundo turno. "Não vão em onda de pesquisa. Não está nada ganho não, companheiro", afirmou.

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