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Jaques Wagner se diz “triste e decepcionado” com empresas

Publicado quinta-feira, 22 de agosto de 2013 às 07:00 h | Atualizado em 22/08/2013, 08:08 | Autor: Donaldson Gomes
Governador da Bahia, Jaques Wagner
Governador da Bahia, Jaques Wagner -
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O governador Jaques Wagner se disse "triste e decepcionado" com a Odebrecht e a OAS porque as empresas desistiram de participar da licitação para a conclusão e a operação do metrô de Salvador.

Além das duas empresas, participaram das discussões consórcios formados pela Queiroz Galvão e Bombardier, Contran e Prado Valadares e CPC - que tem como acionistas a Camargo Corrêa e Andrade Gutierrez - vencedora da disputa.

Ele atribuiu às empresas a entrega da primeira etapa do metrô após a Copa do Mundo de 2014: "Os outros concorrentes pediram que a gente 'empurrasse' a licitação por um mês. Fizemos isso e não haverá operação comercial na Copa. Será uma operação assistida apenas".

Segundo Wagner, a OAS e a Odebrecht alegaram que as condições do contrato provocariam um rombo de R$ 1 bilhão ao consórcio vencedor. Após pedirem a prorrogação do prazo de estudos, avaliaram que o déficit seria de
R$ 700 milhões, lembra.

"Chateado eu não estou. Diria que estou triste e decepcionado. Não porque queria que vencesse este ou aquele, mas porque era interessante ter mais concorrentes para ter um deságio maior", explica o governador.

O governador lembrou que o projeto do metrô foi baseado na proposta apresentada pela Invepar, empresa de participações em concessões do Grupo OAS.

"Se foram eles quem apresentaram o projeto, é óbvio que eles conhecem o cálculo. Mas, além disso, pediram e nós concedemos mais 30 dias para fazerem mais contas", disse o governador, ressaltando ainda não ter entendido o que realmente aconteceu.

Reservadamente, o representante de uma das empresas disse que o consórcio optou por sair da disputa porque não conseguiu comprovar a viabilidade econômica do sistema. O Grupo Odebrecht e a Invepar Participações, empresa de concessões do Grupo OAS, foram procurados, mas optaram por não comentar as declarações.
 

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