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Luiz Argôlo e secretária são presos em Salvador na Lava Jato

Publicado sexta-feira, 10 de abril de 2015 às 08:10 h | Atualizado em 10/04/2015, 10:28 | Autor: Paula Pitta*
Luiz Argôlo
Luiz Argôlo -
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O ex-deputado federal Luiz Argôlo (SD-BA) foi preso, na manhã desta sexta-feira, 10, em Salvador, durante a 11ª fase da Operação Lava Jato, denominada "A Origem". A prisão aconteceu na casa dele, no bairro do Caminho das Árvores.

Além dele, também foi detida a secretária do ex-parlamentar, Élia Santos da Hora. Presa na casa onde mora na Barra, ela foi levada, no início da manhã, para a sede da Polícia Federal, no Comércio. Argôlo também será encaminhado para lá.

De Salvador, os detidos serão levados para sede da PF, em Curitiba, onde a Operação Lava Jato é investigada.

Busca e apreensão

Policiais federais ainda cumprem três mandados de busca e apreensão na capital baiana, dois deles na casa do ex-deputado e outra no escritório dele, na avenida Tancredo Neves.

A ação desta sexta acontece também em outros cinco estados (Paraná, Ceará, Pernambuco, Rio de Janeiro e São Paulo), além no Distrito Federal. São cumpridos 32 mandados, sendo sete de prisão, nove de condução coercitiva e 16 de busca e apreensão.

De acordo com a PF, a fase atual tem o objetivo de investigar irregularidades atribuídas a três grupos de ex-agentes políticos, que abrangem as infrações de organização criminosa, quadrilha ou bando, corrupção ativa e passiva, fraude a procedimento licitatório, lavagem de dinheiro, uso de documento falso e tráfico de influência.

A apuração investiga não só atos relacionados a Petrobras, como outros órgãos públicos.

Segundo o delegado Tiago Sena, responsável pelo setor de Comunicação da PF na Bahia, as prisões ocorreram sem nenhum incidente ou resistência dos acusados.

Ele acrescentou ainda que a polícia federal local não possui informações sobre o motivo da investigação nem por que o deputado foi preso. 

Corrupção na Petrobras

O ex-deputado federal baiano é investigado por suposta participação no esquema de corrupção da Petrobras, a partir da relação com o doleiro Alberto Youssef. Por causa disto, a Justiça Federal do Paraná (PR) instaurou dois procedimentos contra ele.

Em dezembro de 2014, Argôlo já havia se livrado da cassação durante seu mandato de deputado, aprovado dois meses antes pelo Conselho de Ética da Câmara. Ele concorreu às eleições mas não conseguiu ser reeleito.

*Colaboraram Thaís Seixas e Juracy dos Anjos

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