Lula critica acionistas da Petrobras e preço dos combustíveis

Ex-presidente atacou atual política de preços baseada em dólar

Publicado quarta-feira, 23 de março de 2022 às 09:28 h | Atualizado em 23/03/2022, 09:28 | Autor: Da Redação
Lula é o favorito à Presidência na eleição deste ano
Lula é o favorito à Presidência na eleição deste ano -

O ex-presidente Lula criticou mais uma vez a atual política de preços da Petrobras, que vende combustíveis de acordo com a variação internacional em dólar. De acordo com o possível pré-candidato à Presidência, a política imposta por Michel Temer (MDB) e mantida por Jair Bolsonaro (PL) serve apenas para ampliar o lucro dos acionistas da empresa. 

“Toda a política atual da Petrobras é para ter lucro, não para fazer investimento, mas para dividir com os acionistas de Nova York. Enquanto a gente enriquece os acionistas, a gente empobrece a sociedade brasileira, isso é uma coisa descabida. Não existe nenhuma razão para que a gente tenha o preço da gasolina, do óleo diesel, o preço do gás dolarizados", afirmou Lula em entrevista à rádio Som Maior, de Criciúma (SC), na última terça-feira, 22. 

Lula afirmou que o preço da gasolina precisa voltar a ser em função do real, já que os custos de produção são na moeda brasileira. A medida seria uma maneira de reduzir o preço da gasolina comum, que já ultrapassa R$ 8 em todo o Brasil. 

"Enquanto a gente não fizer isso, a gente vai ficar importando e o povo que ganha salário em real, o povo que compra comida em real vai ter que pagar gasolina a preço de dólar porque o Brasil virou um país dependente, abriu mão de sua soberania”, criticou. 

Após anos culpando os governadores e o ICMS dos estados como o grande culpado pelos seguintes aumentos da gasolina, o presidente Jair Bolsonaro recentemente reconheceu que a política de preços da Petrobras não é benéfica para a população. 

“Agora, tem uma legislação errada feita lá atrás em que você tem uma paridade do preço internacional. Ou seja, o que é tirado do petróleo leva-se em conta o preço fora do Brasil. Isso não pode continuar acontecendo, destacou em março deste ano. 

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