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Ministro de Bolsonaro diz que 'ninguém aguenta mais o Paulo Guedes'

Publicado às | Atualizado em 06/12/2021, 15:37 | Autor: Da Redação
Ministros palacianos se incomodam com o chefe da pasta da econômica | Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom | Agência Brasil
Ministros palacianos se incomodam com o chefe da pasta da econômica | Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom | Agência Brasil -
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O ministro da Economia Paulo Guedes não é bem visto nem mesmo entre outros chefes de pastas do governo. Ministros palacianos já não escondem que querem ver o economista fora do cargo. As informações são da coluna de Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo.

De acordo com a coluna, nas palavras de um dos ministros, 'ninguém aguenta mais o Paulo Guedes', mas ele "só sai dali [da Economia] à força'. A avaliação é que mesmo com a debandada da sua equipe, Guedes está disposto a permanecer no Ministério da Economia.

Guedes, na visão desse colega, seria "muito complicado" e não conseguiria solucionar questões fundamentais para o governo, como a do financiamento do Auxílio Brasil, programa que pretende dar R$ 400 a famílias vulneráveis do país.

Além disso, a avaliação é de que Guedes não conseguiria ter clareza no diálogo com o mercado, falhando em dizer que a política de agora em diante será essa mesma, de maior gasto, uma exigência da conjuntura de crise social que o país atravessa.

Na última quinta-feira, 21, quatro secretários da equipe econômica pediram demissão por discordarem das decisões. O maior representante da Economia, abaixo de Guedes, o secretário especial do Tesouro e Orçamento, Bruno Funchal, pediu exoneração. O secretário do Tesouro Nacional, Jeferson Bittencourt foi outro a entregar o cargo.

Além deles, a secretária especial adjunta do Tesouro e Orçamento, Gildenora Dantas, e o secretário-adjunto do Tesouro Nacional, Rafael Araujo, também pediram exoneração de seus cargos.

À CNN Brasil, o presidente Jair Bolsonaro que Paulo Guedes não deixará o comando da pasta. "Paulo Guedes continua no governo e o governo segue com a política de reformas, defendendo todas que estão em andamento no Congresso Nacional, esse é o objetivo", declarou o presidente.

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