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‘Não há possibilidade de diálogo com o Ciro Gomes’, diz Moro

Ex-juiz não respondeu os convites do pedetista para debater soluções para o Brasil

Publicado sexta-feira, 14 de janeiro de 2022 às 09:45 h | Atualizado em 14/01/2022, 10:17 | Autor: Da Redação
Moro também foi questionado em quem votaria em uma provável segundo turno entre Lula e Bolsonaro
Moro também foi questionado em quem votaria em uma provável segundo turno entre Lula e Bolsonaro -
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O ex-juiz e ministro de Bolsonaro, Sérgio Moro (Podemos) afirmou não ter qualquer possibildade de diálogo com Ciro Gomes (PDT), que deve ser um dos seus adversários na disputa presidencial de 2022. Moro apontou que os projetos diferentes impedem uma conversa. No entanto, ele tem sido constantemente chamado pelo pedetista, seu crítico, para debater o Brasil. 

“É preciso dialogar com as pessoas para ver que tipo de aliança podemos construir. Não dá para fazer uma aliança quando os projetos são diferentes. Não há possibilidade de diálogo com o Ciro Gomes, por exemplo”, respondeu em em entrevista à revista Veja publicada nesta sexta-feira, 14. 

Moro também foi questionado em quem votaria em uma provável segundo turno entre o presidente Jair Bolsonaro (PL), de quem virou adversário após deixar o governo, e o ex-presidente Lula (PT), que condenou a prisão no seu tempo de juiz em decisão que foi revertida pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por suspeição do ex-magistrado. 

O ex-ministro considerou ser uma "escolha trágica" a possibilidade de escolher entre Lula e Bolsonaro em um segundo turno. Pesquisa Quaest divulgada na última quarta-feira, 12, coloca o petista com 45% das intenções de voto contra 23% do atual presidente. Moro aparece na terceira posição, com 9%.

Moro também voltou a falar sobre corrupção, único tema aprofundado por ele em suas propostas para o Brasil. Ele aproveitou para criticar o STF, que tomou decisões contrárias a dele durante a Lava Jato. “O Supremo, com essas decisões, reacendeu a crença de que não se pode confiar na Justiça para punir poderosos. As pessoas sabem quem está do lado certo dessa história, quem combateu a corrupção, quem cometeu corrupção e quem favoreceu a corrupção”, disse. 

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