‘Pode ser que tenha que ocorrer algum racionamento’, diz Mourão

Publicado quarta-feira, 01 de setembro de 2021 às 15:43 h | Atualizado em 01/09/2021, 15:48 | Autor: Da Redação

O vice-presidente da República, Hamilton Mourão, afirmou nesta quarta-feira, 1º, que “pode ser que tenha que ocorrer algum racionamento” de energia elétrica diante do cenário razão da crise hídrica e energética no Brasil.

Mourão deu a declaração à imprensa no Palácio do Planalto, um dia depois que o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, ter pedido em rede nacional de rádio e TV, esforço da população e empresas para reduzirem o consumo de energia elétrica.

“Olha, o que eu tenho acompanhado é que o governo tomou as medidas necessárias. Criou uma comissão para acompanhar e tomar as decisões a tempo e a hora no sentido de impedir que ocorra isso aí que você colocou (apagão ou racionamento), que haja apagão. Agora, pode ser que tenha que ocorrer algum racionamento, o próprio ministro (Bento) falou isso”, disse Mourão, ao chegar em seu gabinete, em Brasília.

Ao chegar em seu gabinete, o vice-presidente foi questionado sobre a decisão da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) de criar uma taxa extra ainda mais cara a ser cobrada na conta de luz.

“Nós temos uma matriz energética muito baseada em hidrelétrica. A maior parte, vamos dizer, do uso da água é para atividades da agropecuária. O consumo humano é a menor parte, a outra é geração de energia. Então tem que haver uma dosagem disso aí. É algo que a gente vai enfrentar nos próximos anos, na minha visão, enquanto não houver uma recuperação plena dos nossos reservatórios", pontuou ele.

A falta de chuvas deixou os reservatórios das hidrelétricas em seu pior nível em 91 anos e tem forçado o governo a tomar medidas para tentar afastar o risco de racionamento de energia.

Bento Albuquerque afirmou, no entanto, não haver a possibilidade de racionamento, mas reconheceu que a "condição hidroenergética se agravou”. O ministro pediu aos consumidores que reduzam o desperdício de energia por meio de ações como, por exemplo, apagar as luzes e aparelhos que não estão em uso.

A chamada "bandeira tarifária escassez hídrica" entrou em vigor nesta quarta e permanecerá até 30 de abril de 2022. A nova bandeira adiciona R$ 14,20 na conta de luz para cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos. Até então, o preço mais elevado era o da "bandeira vermelha patamar 2", cujo valor era R$ 9,49, reajustado em junho.

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