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Em entrevista a jornal, Lula deixa de citar Dilma

Publicado sexta-feira, 01 de outubro de 2010 às 16:54 h | Atualizado em 01/10/2010, 16:54 | Autor: Agência Estado
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva falou de pré-sal, porto, educação e saúde em uma entrevista exclusiva publicada hoje no jornal A Tribuna, de Santos. Lula lembrou ainda da infância vivida no distrito de Vicente de Carvalho, no Guarujá, quando vendia amendoim no cais e em nenhum momento falou de sucessão, de eleições ou citou sua candidata à sucessão Dilma Rousseff.

Sobre investimentos na infraestrutura da região, Lula destacou a importância do Ferroanel no escoamento das mercadorias do Porto de Santos e disse que os estudos que definirão o traçado da obra deverão ficar prontos em novembro de 2011. "Em acordo com o governo de São Paulo, ficou definido que o Ministério dos Transportes, através da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), contratará empresa especializada pra execução de estudos técnicos que definirão qual o melhor traçado para o Ferroanel".

A licitação para a definição da empresa que executará o serviço deve ser concluída em novembro deste ano e terá prazo de 12 meses para sua conclusão. Também ficou acordado que o Banco Mundial dará apoio na contratação dessa consultoria. Os estudos de viabilização estão orçados em R$ 3,9 milhões. "O cronograma final do período de obras só será conhecido a partir da definição dos estudos iniciais", disse Lula ao jornal santista.

Escrita no formato de entrevista com perguntas e respostas, o presidente responde às cinco questões de forma técnica, com dados e números. Ao falar de educação, por exemplo, fala que a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) atende a 997 alunos e que os problemas da universidade serão resolvidos quando for inaugurado o campus definitivo no primeiro trimestre do ano que vem.

Saúde

Ao ser questionado sobre os problemas da saúde e a falta de leitos hospitalares na Baixada Santista, Lula afirmou que, embora os números estejam abaixo do indicado pelo Ministério da Saúde - que recomenda uma relação de 2,5 leitos para cada mil habitantes -, a oferta da região não pode ser considerada pequena. "A Baixada Santista, formada por nove municípios, tem 1,6 milhão de habitantes e conta com 3.153 leitos hospitalares (das redes pública e privada), isso significa que a relação atualmente é de 1,97 leitos para cada grupo de mil habitantes", disse o presidente, que no final da reportagem conta um pouco como era sua vida quando morava no Guarujá.

"Eu e o meu irmão, que tem o apelido de Frei Chico, vendíamos tapioca, laranja e amendoim". "Meu irmão gritava e queria que eu gritasse mais, mas certamente por timidez, eu gritava pouco e preferia conversar", disse, lembrando que esse foi o seu primeiro emprego. "Foi uma época de dificuldades e muito sofrimento, mas também de grandes emoções, de grandes descobertas", acrescentou o presidente, afirmando que o seu primeiro presente ganhou em Santos, quando tinha nove anos. "Minha mãe entrou numa fila, que não acabava nunca, para receber os presentes que a prefeitura estava distribuindo no Natal para as crianças pobres".

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