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Justiça investigará panfleto contra Lídice

Publicado segunda-feira, 13 de setembro de 2010 às 22:03 h | Atualizado em 22/01/2021, 00:00 | Autor: Vítor Rocha, do A TARDE
Lídice 700
Lídice 700 -
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O procurador regional eleitoral Sidney Madruga disse nesta segunda-feira, 13, que os autores e distribuidores de panfleto apócrifo contra a deputada federal e candidata ao Senado Lídice da Mata (PSB) correm risco de prisão, caso sejam identificados. Ele recebeu das mãos da candidata, ontem, na sede do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-BA) a peça que foi distribuída nos arredores do Iguatemi sob o título “Vale a pena lembrar de novo!”.

De acordo com Madruga, o conteúdo incita calúnia ou difamação contra a candidata, previsto nos artigos 324 e 325 do Código Eleitoral. “Em caso de condenação, a detenção varia de três meses a um ano”, disse o procurador. Lídice alega tratar-se de atitude “covarde” motivada pelo “desespero de adversários”.

Sidney Madruga aguarda uma representação oficial da candidata, que garantiu enviá-la hoje, por meio de seu setor jurídico. Ele então vai decidir se inclui a investigação num inquérito policial que já corre por denúncias de crimes supostamente cometidos contra a deputada ou se instaura outro inquérito policial. “Entendo que há crime de calúnia ou difamação na mensagem e que cabe ação penal”, avaliou.

Imagem ilustrativa da imagem Justiça investigará panfleto contra Lídice
Identificação - Sobre o não conhecimento dos infratores, Madruga se mostrou tranquilo. “Vamos abrir inquérito na Polícia Federal para identificar os autores. E, se quem fez isso acha que é difícil ser identificado, está enganado. A Polícia Federal rastreia e pega isso com certa facilidade”, conta o procurador. “Quem estiver distribuindo o panfleto pode ser preso em flagrante”, atesta. O panfleto é um pouco menor que a metade de um papel A4 e se refere à administração Lídice à frente da Prefeitura de Salvador como “uma das mais desastrosas na história”. Sem levar assinatura ou o CNPJ da campanha que o produziu, como é obrigado por lei, a peça segue com a acusação de que “sem planejamento e projetos, Salvador sofreu quatro anos de atraso”, atribuindo a Lídice “discurso raivoso e cheio de falsas promessas”. É citado ainda que Lídice foi a prefeita pior avaliada entre as capitais no período de 1993 e 1996 e que sua candidatura agora acreditaria em “memória curta do eleitor”. A mensagem final diz que a Bahia “não merece uma representante com este histórico no Senado”. Reação - Para Lídice, trata-se de campanha suja. “É novamente a tentativa de retomar os métodos que a Bahia já repudiou nas eleições passadas. É uma atitude ilegal, irregular e covarde”, declarou, ontem. “É também o desespero daqueles que estão vendo a nossa campanha crescer. Ninguém bate em cachorro morto”, disse Lídice, negando que desconfie de algum candidato. A mais recente pesquisa de intenções de voto, divulgada no sábado passado pelo Instituto Datafolha, apontou, pela primeira vez, empate técnico na disputa pelo Senado na Bahia. César Borges (PR), com 31%, seguido por Lídice, com 28%, e seu companheiro de chapa, Walter Pinheiro (PT), com 26%, tentam duas vagas. A pesquisa anterior demonstra, respectivamente, 31%, 22% e 21%.
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