Rui questiona postura do governo federal sobre óleo: "Não cabe a nós fiscalizar e manusear"

Publicado terça-feira, 22 de outubro de 2019 às 19:23 h | Atualizado em 22/10/2019, 21:32 | Autor: Alex Torres*

O governador da Bahia, Rui Costa (PT), se pronunciou na noite desta terça-feira, 22, durante o programa #PapoCorreria, transmitido ao vivo pelas redes sociais, sobre as medidas adotadas pelo estado para conter as manchas de óleo no litoral baiano. Segundo ele, mesmo com o auxílio dos órgãos estaduais, as iniciativas e direcionamentos precisam partir do governo federal.

"Ontem estive em reunião com a Marinha, técnicos do Ibama, do Inema, e foi justamente o que eu cobrei. A responsabilidade de cuidar das águas oceânicas pertence ao governo federal. Nós, dos estaduais, podemos ajudar e estamos ajudando. Porém, para adotar as medidas técnicas, nós precisamos das palavras dos responsáveis pela proteção na contenção de petróleo no mar, que não é o governo da Bahia. Não cabe a nós a fiscalização e o manuseio, e sim, aos órgãos federais", garantiu Rui Costa.

Questionado sobre uma forma de impedir a chegada das toneladas de resíduos no litoral baiano, Rui garantiu que, dentro das limitações do coverno estadual, está adotando as medidas cabíveis. No entanto, a informação sobre acesso e, posteriormente, contenção do óleo cabe à Marinha do Brasil.

"Como falei, estivemos na Marinha buscando respostas. Queremos informação de onde o óleo chegará. No entanto, o órgão afirmou que não pode precisar por onde o material chegará. O que nós podemos fazer, já estamos fazendo. Vamos continuar adotando esses processos de limpeza das praias do litoral com a nossa equipe junto com as prefeituras", prometeu.

A partir de uma mobilização em massa por parte da população na realização do trabalho voluntário de limpeza das praias, o governador resolveu aproveitar para alertar sobre os riscos e a forma mais adequada de estar executando a coleta com segurança.

"O estado comprou e distribuiu para prefeituras equipamento para o trabalho voluntário. Mas antes de colocar a 'mão na massa', nós temos equipes dos municípios, equipes nossas do Corpo de Bombeiros, com material de proteção para manusear o produto e não permitir contato com a pele. É mais seguro, o produto é químico e, portanto, é melhor. Seja voluntário, mas não esqueça de pedir esses equipamento", concluiu.

Confira íntegra do bate-papo de Rui Costa com os internautas:

Obras do VLT

Durante o programa, Rui Costa também respondeu sobre algumas obras e pontos de importância para a população baiana. Dentre as propostas, o governador falou do projeto para o novo sistema de transporte público da cidade de Salvador: o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT).

"Acabei a pouco uma conversa com o Secretário da Casa Civil, Bruno Dauster, que me garantiu que em breve, nos próximos dias, teremos o início das obras do VLT. O contrato já está assinado, a empresa já está buscando o início das obras e iremos acompanhar de perto as primeiras movimentações"

Ponte Salvador-Itaparica

Outro projeto que promete facilitar, e muito, a vida dos soteropolitanos é uma ponte que liga Salvador até a Ilha de Itaparica. Para essa, será realizado um leilão que tem o intuito de definir qual empresa vai realizar a obra. A partir daí, o grupo responsável terá, ao todo, cinco anos para a conclusão da obra, prevista para encerrar até dezembro de 2025.

"A abertura da licitação está prevista para o final do mês de novembro. A empresa vencedora tem um ano para fazer projeto executivo, contratar empréstimo e funcionários, trazer maquinário e se organizar. Além disso, são mais quatro anos para as obras. Ou seja, cinco anos no total para as obras ficarem prontas", revelou.

Privatização da Embasa

Por fim, Rui também aproveitou para descartar qualquer possibilidade de privatização da Empresa Baiana de Águas e Saneamento (Embasa). Apesar disso, o gestor garantiu que realizará uma parceria com intenção de arrecadar recursos para resolver os problemas em água e esgoto no estado.

"Não irei privatizar a Embasa. Faremos uma parceria público-privado porque não temos recursos públicos - nem federais e nem estaduais - com volume suficiente para sanar o problema de água e esgoto que a Bahia necessita. Por isso, trarmos recursos privados para acelerar o abastecimento de água e rede de esgoto em nosso estado", projetou.

*Sob a supervisão do editor Nelson Luis

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