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Segurança confirma tese de morte encomendada de Daniel

Publicado terça-feira, 06 de junho de 2006 às 20:15 h | Atualizado em 06/06/2006, 20:15 | Autor: Agência Estado
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Em depoimento fechado à CPI dos Bingos hoje, o segurança Joacir das Neves disse que a lavagem do dinheiro arrecadado em Santo André para abastecer o caixa 2 do PT era feita pelo então chefe do crime organizado em Mato Grosso, João Arcanjo de Oliveira, conhecido como Comendador. Joacir trabalhou para Arcanjo de outubro de 2001 a abril de 2002. De acordo com os senadores, ele disse que o prefeito da cidade, Celso Daniel, foi assassinado por pessoas do grupo que extorquia as empresas em proveito do partido porque não concordou em desviar dinheiro do caixa 2 para atender a interesses particulares.



Entre os envolvidos, ele citou o empresário Ronan Maria Pinto, o ex-segurança do prefeito Sérgio Gomes da Silva (o "Sombra") e o ex-secretário municipal de Serviços Públicos Klinger Luiz de Oliveira. Joacir disse que o Comendador indicou José Jesus de Freitas, assassinado em outubro de 2002, para seqüestrar Celso Daniel, mas ele não aceitou a tarefa. Por isso, Sombra teria procurado pistoleiros da Favela do Pantanalzinho, em São Paulo.





Joacir das Neves foi ouvido pelo Ministério Público, mas não apresentou provas. Ele esteve no programa federal de proteção à testemunha. Saiu e, agora, segundo presidente da CPI, senador Efraim Morais (PFL-PB), quer retornar. Para o senador, o depoimento confirma indícios em poder da comissão de que Celso Daniel foi vítima de um crime encomendado. Também foi categórico, de acordo com senadores, quando identificou a foto do ex-caixa de campanha de Lula e atual presidente do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), Paulo Okamoto, como um dos interlocutores habituais do Comendador.

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