Senador diz que governo Bolsonaro ignorou pedido do Ceará por Força Nacional

Publicado quarta-feira, 19 de fevereiro de 2020 às 19:00 h | Atualizado em 21/01/2021, 00:00 | Autor: Rodrigo Aguiar

O senador Otto Alencar (PSD) criticou o governo Bolsonaro por uma suposta demora em enviar a Força Nacional e tropas do Exército ao Ceará, onde há um movimento de policiais, inclusive com ataques recentes a batalhões.

Na tarde desta quarta-feira (19), o senador Cid Gomes (PDT) foi baleado ao tentar, com uma retroescavadeira, entrar em um batalhão, onde policiais estavam amotinados.

“Isso foi cantado cedo. O Davi [Alcolumbre, presidente do Senado] falou com o Ramos [ministro da Secretaria de Governo] logo cedo que ia acontecer um desastre, porque a tensão era muito grande”, afirmou o senador baiano.

“Nós estávamos monitorando desde cedo. Mas o governo desconheceu, não mandou a Força Nacional nem o Exército”, acrescentou Otto.

Para o senador, a atitude do governo federal demonstra “discriminação com o Nordeste”. “O que está acontecendo é que o Brasil nunca teve um presidente que pregasse a cultura do ódio, da vingança, do desrespeito”, disse.

No Twitter, Ciro Gomes informou que seu irmão “não corre risco de morte”. “Novos exames estão sendo feitos, mas a palavra aos familiares e amigos é de que Cid não corre risco de morte. Espero serenamente, embora cheio de revolta, que as autoridades responsáveis apresentem prontamente os marginais que tentaram este homicídio bárbaro às penas da lei”, escreveu.

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