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Tião Viana vai depor sobre violação da conta de caseiro

Publicado quinta-feira, 24 de agosto de 2006 às 19:54 h | Atualizado em 24/08/2006, 19:54 | Autor: Agência Estado
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Principal aliado do ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci no Congresso, o senador Tião Viana (PT-AC) será ouvido como testemunha pelo delegado da Polícia Federal Rodrigo Carneiro no inquérito que investiga a violação da conta bancária do caseiro Francenildo dos Santos Costa.



Tião se comprometeu a marcar data e hora para depor na primeira semana de setembro. A decisão põe fim ao mal-estar provocado pela suspeita de que o ele teria recusado o convite de Carneiro. "O delegado teve um pouco de ansiedade e eu tenho uma campanha para cuidar", alegou, referindo-se ao desencontro que teria levado o responsável pelo inquérito a recorrer ao presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), na tentativa de remover possíveis obstáculos.



Tião disse que o seu testemunho não acrescentará nenhum fato novo à investigação. Lembrou, ainda, que o parágrafo 6º do artigo 53 da Constituição desobriga os parlamentares a testemunhar sobre informações recebidas ou prestadas em razão do mandato. Ele disse que preferiu depor para "esclarecer tudo". "Fui vítima de uma insinuação neste processo, daí porque acredito que o melhor é lembrar como tudo se passou", afirmou. Ele explicou que falava da suspeita surgida na ocasião de que teria participado da trama que levou à violação da conta de Nildo na Caixa Econômica Federal (CEF).



Depoimentos em poder da Polícia Federal e da Corregedoria do Senado indicam que Tião Viana teria levado a Palocci a informação de que o caseiro estaria de posse de uma soma elevada de dinheiro. A suspeita era a de que o caseiro teria recebido dinheiro da oposição para desmentir Palocci sobre suas idas à casa do Lago Sul, alugada por amigos de Ribeirão Preto e freqüentadas por empresários e garotas de programa. A investigação sobre a violação do sigilo mostrou que Nildo recebeu R$ 25 mil de seu pai biológico, empresário Eurípedes Soares, para não requerer na Justiça o reconhecimento da paternidade.

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