Witzel se torna réu pela segunda vez por suspeita de desvios na área de saúde no Rio

Publicado quarta-feira, 16 de junho de 2021 às 18:53 h | Atualizado em 16/06/2021, 18:55 | Autor: Da Redação

O ex-governador do Rio de Janeiro se tornou réu pela segunda vez na Justiça Federal por suspeitas de liderar uma organização criminosa que cometia desvios de recursos destinados à área de saúde no estado. 

Desta vez, a esposa de Witzel, Helena, os ex-secretários Lucas Tristão, do Desenvolvimento Econômico, e Edmar Santos, da Saúde, além do presidente do PSC, Pastor Everaldo, também se tornaram réus.

Em depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid, Wilson Witzel negou que tenha cometido irregularidades a frente do cargo e diz que foi alvo de perseguição por parte do governo Bolsonaro, após cobrar a resolução do assassinato de Marielle Franco.

O escritório da primeira-dama, segundo a PGR, era utilizado para lavar dinheiro do esquema que previa a contratação irregular de organizações sociais na área da saúde, segundo informações da CNN Brasil.

A decisão da juíza Caroline Figueiredo, da 7ª Vara Criminal do Rio, concordou com o argumento da Procuradoria-Geral da República (PGR), de que o ex-governador é o "principal líder da organização criminosa". 

Na denúncia apresentada pela subprocuradora-geral da República, Lindôra Araújo, em setembro do ano passado, o esquema teria visado o desvio de "quase R$ 400 milhões de valores ilícitos" ao longo de quatro anos.

"A organização criminosa, somente com esse esquema ilícito de contratação de organizações sociais na área de saúde, tinha por pretensão angariar quase R$ 400 milhões de valores ilícitos, ao final de quatro anos, na medida em que objetivava cobrar 5% de propina de todos os contratos”, defendeu a subprocuradora à época.

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