Após 1º caso de coronavírus no país, especialista afirma: 'Não há necessidade de pânico'

Publicado quinta-feira, 27 de fevereiro de 2020 às 08:25 h | Atualizado em 27/02/2020, 08:34 | Autor: Da Redação

O risco iminente de infecção pelo novo coronavírus ganhou maior repercussão no Brasil após o Ministério da Saúde confirmar, na quarta-feira, 26, o primeiro caso no país. Com o fim do Carnaval, a já tradicional ocorrência de viroses deixa a população em alerta, sobretudo, em meio à pandemia oriunda da China.

Para discutir o tema, o infectologista Claudilson Bastos foi entrevistado, na manhã desta quinta-feira, 27, no programa Isso é Bahia, da Rádio A TARDE FM, onde foi categórico quanto à sensação de pânico: "Não há necessidade".

No entanto, de acordo com Bastos, a população não pode se descuidar com a higiene pessoal. "Quando você espirra, é automático, você acha que suas mãos estão evitando o contágio, e na verdade está causando o contágio", explicou, orientando que o correto é fazer a proteção durante o espirro com a região do antebraço. Conforme ponderou, a ação não evita o contágio, mas minimiza os riscos.

Questionado sobre os meios para identificar os sintomas do coronavírus e diferenciá-lo dos tradicionais casos pós-carnaval, o infectologista apontou semelhanças entre as enfermidades. "São sintomas de um quadro viral e gripal, agora, de certa forma, é bom saber que na maioria das vezes é uma doença autolimitada, ou seja, ela tem início, meio e fim".

Bastos ainda orientou o uso de máscaras e álcool gel em casos de viagens internacionais. O infectologista também desmistificou a ideia de que o coronavírus seja sinônimo de morte, citando como exemplo a imunidade do paciente de 61 anos detectado com o COVID-19 (novo coronavírus) em São Paulo, que está em internação domiciliar. 

O tempo de manifestação do vírus pode ser de até 14 dias, conhecido como período de quarentena.

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