Covid acentua crise de hemodiálise e 140 mil brasileiros correm risco sem tratamento

Publicado domingo, 21 de março de 2021 às 17:10 h | Atualizado em 21/03/2021, 17:18 | Autor: Da Redação

Em Taboão da Serra, na Grande São Paulo, o sistema de saúde municipal entrou em colapso no começo desta semana: com os leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) do município lotados por causa da pandemia, 12 pacientes morreram à espera de uma vaga na rede estadual. Desses, segundo informou a Secretaria de Saúde do município à BBC News Brasil, cinco precisavam de hemodiálise por causa de sobrecarga renal causada pela covid-19, mas todos morreram sem atendimento.

As mortes de Taboão da Serra são o prenúncio de um segundo colapso de saúde que o Brasil pode viver em breve, causado pela falta de hemodiálise, que hoje fornece suporte à vida a 140 mil brasileiros.

De 70 gestores de unidades de diálise em 15 estados brasileiros ouvidos pela BBC News Brasil, 47 estão enfrentando algum tipo de dificuldade para fazer os investimentos essenciais e honrar a folha de pagamento. Desses, 18 consideram reduzir a capacidade de atendimento, demitir funcionários ou até mesmo fechar as portas nos próximos seis meses.

Pandemia piorou problema

Em março de 2020, quando eclodiu a crise do coronavírus, o preço dos insumos hospitalares disparou por causa das dificuldades de fornecimento do mercado chinês, do aumento da procura e da disparada do dólar.

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