Dia Nacional da conscientização da Fibrose Cística acontece nesta quinta

Publicado quinta-feira, 05 de setembro de 2019 às 14:30 h | Atualizado em 05/09/2019, 16:41 | Autor: Da Redação | Foto: Karina Borges | Divulgação

Conhecida popularmente como doença do beijo salgado em razão do gosto salgado ao beijar a pele de quem possui a disfunção considerada grave, a Fibrose Cística é uma doença hereditária que afeta principalmente os pulmões e o pâncreas, causando disfunção respiratória e má nutrição.

A doença se desencadeia a partir de um processo do aumento da viscosidade do muco, deixando-o mais grosso e pegajoso, o que acarreta a obstrução dos tubos, ductos e canais do corpo.

O diagnóstico precoce é essencial para uma abordagem preventiva e tratamento adequado, evitando maiores lesões à criança. “Muitas crianças com Fibrose Cística não apresentam nenhum sinal ou sintoma da doença ao nascer. Isso pode durar até anos. O teste do pezinho, feito entre o 3º e 5º dia de vida do bebê, é uma maneira de identificar precocemente a fibrose, e outras doenças, como, fenilcetonúria, hipotireoidismo congênito, doença falciforme, hiperplasia adrenal congênita e deficiência de biotinidase”, explica a Dra. Larissa Voss Sadigursky.

O SUS oferece, além do teste do pezinho, exames de triagem inicial e exames confirmatórios específicos, acompanhamento e tratamento em ambulatórios especializados com equipes multidisciplinares, assim como medicamentos essenciais para o tratamento.

O tratamento do paciente com fibrose cística consiste em acompanhamento médico regular, suporte dietético, utilização de enzimas pancreáticas, suplementação vitamínica (vitaminas A, D, E, K) e fisioterapia respiratória. Além do esquema vacinal habitual, as crianças devem receber também imunização complementar específica.

Para que o tratamento seja eficaz, a Fibrose Cística precisa ser diagnosticada o mais rápido possível. Os sintomas da doença geralmente aparecem nos primeiros anos de vida. Por isso, os programas de triagem neonatal são de importância fundamental para o acompanhamento adequado. O diagnóstico na fase adulta acarreta na descoberta da doença já com muitas complicações.

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