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Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica afeta cerca de 300 milhões de pessoas

Publicado quarta-feira, 17 de novembro de 2021 às 13:37 h | Atualizado em 17/11/2021, 18:38 | Autor: Da Redação
Reabilitação pulmonar otimiza a performance do paciente | Foto: Divulgação
Reabilitação pulmonar otimiza a performance do paciente | Foto: Divulgação -
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Cansaço, dificuldade de respirar, tosse com sangue ou com catarro podem ser sintomas de Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC), enfermidade que continua sendo uma das principais causas de morte em todo o mundo, de acordo com a Iniciativa Global para Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica. Diante da gravidade, a entidade propõe, no mês de novembro, a discussão sobre prevenção e tratamento da DPOC, que não tem cura e afeta cerca de 300 milhões pessoas no mundo, segundo a Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT).

Apesar de não ter cura, a DPOC pode ser prevenida. A doença está normalmente associada ao consumo de cigarro. O Ministério da Saúde contabiliza que foram registrados 433.729 novos casos da doença em 2020 em decorrência do tabagismo. Portanto, parar de fumar é crucial na prevenção e tratamento. Fumantes passivos também são suscetíveis a esse quadro, assim como quem tem contato com fogão a lenha, poluição, queimadas ou substância tóxicas. O diagnóstico é feito por avaliação clínica com um pneumologista, a partir do histórico do paciente, e por exames de imagem e espirometria, que avalia a capacidade respiratória.

O início da doença normalmente é lento, mas pode evoluir rápido e levar à incapacidade por insuficiência respiratória e até mesmo ao óbito. De acordo com pesquisa da Universidade de Massachusetts, publicada em 2020, o início da reabilitação pulmonar dentro de três meses após a alta foi significativamente associado a um menor risco de mortalidade em um ano.

Com tratamento adequado e reabilitação, os sintomas podem ser controlados, proporcionando mais qualidade de vida para o paciente. "É uma doença sem cura, mas que conseguimos estabilizar, retardando a sua progressão, controlando os sintomas e reduzindo as complicações”, explica a pneumologista Yanne Amorim, coordenadora médica da Clínica Florence, em Salvador.

Uma abordagem com uma equipe interdisciplinar tem papel importante para alcançar esse resultado, já que a DPOC pode afetar atividades cotidianas, como trocar de roupa, tomar banho, subir escada, fazer exercício ou até mesmo comer. “Com a intervenção do fisioterapeuta, terapeuta ocupacional e fonoaudiólogo, é possível retomar essas funcionalidades de forma mais confortável", complementa a pneumologista.

A reabilitação pulmonar otimiza a performance do paciente, garantindo mais autonomia para ele. É possível atuar na melhora da capacidade física, redução da dispneia, fortalecimento da musculatura, diminuir a dependência de suporte ventilatório, melhora da sobrevida e da qualidade de vida e controle da dificuldade de deglutição. A pneumologista também reforça que é essencial dar suporte psicológico a quem sofre as limitações impostas pela DPOC, já que aspectos emocionais, como ansiedade e depressão, também podem desencadear um descontrole da capacidade respiratória, afetando a sua saúde física.

A reabilitação pode ser ambulatorial ou com internação. A internação também pode ser indicada quando o quadro clínico está mais avançado, comprometendo de forma significativa as funcionalidades. Nestas situações, o paciente pode ser beneficiado com uma abordagem paliativa, recebendo assistência priorizando sua qualidade de vida. Com uma proposta de cuidado integral, uma equipe multidisciplinar atuará no controle dos sintomas por meio de uma ação envolvendo o paciente e sua família.

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