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Mulher na Argentina pode ser 2º caso de cura espontânea do vírus HIV

Publicado terça-feira, 16 de novembro de 2021 às 20:07 h | Atualizado em 16/11/2021, 20:11 | Autor: Da Redação
Mulher foi diagnosticada com o HIV em 2013 e não chegou a apresentar sinais da infecção | Foto: Agência Brasil
Mulher foi diagnosticada com o HIV em 2013 e não chegou a apresentar sinais da infecção | Foto: Agência Brasil -
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Uma mulher na Argentina pode ter eliminado o HIV naturalmente, sem o uso de medicamentos. O caso da paciente, publicado nesta terça-feira, 16, no periódico médico Annals of Internal Medicine, é o segundo do tipo já relatado pela medicina moderna.

Segundo o site Stat News, a mulher mora na cidade de Esperanza e por isso, foi apelidada de “Paciente Esperanza”. Ela foi diagnosticada com o HIV em 2013 e não chegou a apresentar sinais da infecção. Testes tradicionais não encontraram evidências de que o vírus estava ativo e se replicando, apenas a presença de anticorpos sugeria que ela já havia sido infectada.

Desde 2017, médicos da Argentina e dos Estados Unidos vêm coletando amostras de sangue da paciente para encontrar vestígios do vírus, chegando a analisar o material genético de sua placenta, quando ela deu à luz em 2020. No entanto, nada foi encontrado.

Por isso, os cientistas acreditam que as células de defesa da mulher podem ter eliminado o vírus em um raro fenômeno chamado de “cura esterelizante”. Segundo eles, pessoas com uma cura "natural" podem ter reservatórios virais aptos a produzir novos vírus, algo que a terapia antirretroviral previne que aconteça nos pacientes infectados. No entanto, na "Paciente Esperanza", as chamadas células T, que atuam no sistema imune, possivelmente são o que mantém o agente infeccioso suprimido sem a necessidade de medicação.

Uma melhor compreensão desses mecanismos imunológicos pode ajudar os pesquisadores a desenvolverem tratamentos que imitem essa defesa espontânea contra o HIV. “Estamos agora olhando para a possibilidade de induzir esse tipo de imunidade em pessoas em terapia antirretroviral (TARV) por meio da vacinação, com o objetivo de educar seus sistemas imunológicos a serem capazes de controlar o vírus sem a TARV”, afirmou Xu Yu, imunologista que foi um dos responsáveis por coordenar o estudo, ao Stat News.

Um caso de eliminação espontânea do HIV já havia sido registrado antes disso, em 2020. Diagnosticada em 1992, a paciente, Loreen Willenberg, de São Francisco, nos Estados Unidos, nunca fez uso de antirretrovirais e se manteve saudável desde então.

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