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Servidores da Ufba em greve querem barrar até matrícula online

Vitor Pamplona, do A Tarde On Line

Por Vitor Pamplona, do A Tarde On Line

13/07/2007 - 15:07 h

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Depois de decidirem não realizar a matrícula dos alunos calouros em assembléia realizada nesta quarta-feira (11), os servidores técnico-administrativos das universidades federais da Bahia (Ufba) e do Recôncavo Baiano (UFRB) encaminharam um documento à Reitoria solicitando a suspensão das matrículas da graduação e pós-graduação. Eles esperam uma resposta da administração central nesta sexta, mas garantem que irão impedir a matrícula mesmo se a Reitoria não acatar o pedido.

O processo está previsto para o período de 23 a 27 de julho. A inscrição dos veteranos nas disciplinas, porém, já começou e deve ocorrer até o dia 18, através da internet. Segundo o coordenador da Assufba (sindicato dos servidores), Paulo Abdala, os servidores pretendem encontrar uma maneira de impedir o funcionamento do Centro de Processamento de Dados e invalidar até a matrícula dos veteranos. “Se o pedido for atendido, ótimo. Se a Reitoria colocar empecilho iremos nos reunir para efetuar o bloqueio do sistema", disse Abdala.

Segundo o pró-reitor de graduação da Ufba, Maerbal Marinho, o calendário permanece inalterado até que o comunicado seja oficializado. A universidade, porém, ainda não tem um plano de ação para o caso de os servidores tentarem barrar as matrículas. “Por enquanto a programação será mantida. Na medida que as coisas começarem a acontecer, resolveremos como proceder”, declarou o pró-reitor.

A decisão de impedir as matrículas partiu da orientação do comando da greve nacional dos servidores técnico-administrativos das universidades brasileiras, iniciada há 45 dias e que afeta 46 instituições do País, que tem 48 federais. Cerca de 30 mil alunos e 3500 calouros ficarão impossibilitados de renovar ou efetuar o cadastro nas duas universidades baianas.

Os trabalhadores das universidades querem recursos para revisão da tabela de vencimentos e equiparação do piso salarial com o dos demais servidores do Poder Executivo. Atualmente, o piso é de R$ 700 e os salários mais altos atingem R$ 2.600. Nesta sexta-feira (13), às 9h, a categoria faz uma caminhada até ao Bonfim. Na terça (17), no mesmo horário, realiza uma nova assembléia, na Faculdade de Arquitetura.

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