Ações e projetos visam coibir assédio contra as mulheres em Salvador
Da Redação
Em meio ao debate acerca da garantia de direitos das mulheres e combate à violência de gênero, projetos e leis buscam coibir crimes de assédio sexual em Salvador. As condutas abusivas violam a liberdade das vítimas causando inúmeros prejuízos psicológicos e sociais.
FOTO:
Felipe Iruatã | Ag A TARDE
Em 2022, 46,7% das mulheres brasileiras de 16 anos ou mais sofreram alguma forma de assédio sexual, o que corresponde a cerca de 30 milhões de vítimas. A conduta mais frequentemente citada foi a 'cantada' e os comentários desrespeitosos na rua, experimentados por 4 em cada 10 mulheres (26,3 milhões).
FOTO:
Felipe Iruatã | Ag A TARDE
A irmã da advogada Judith Cerqueira, uma adolescente e mais duas amigas, com idades entre 15 e 17 anos, denunciaram terem sofrido assédio no último dia 3, no restaurante 33 SteakHouse, no Salvador Shopping. “É desesperador porque deixamos as meninas em um ambiente tecnicamente seguro, que elas deveriam se sentir protegidas por se tratar de um grande shopping. Embora fosse uma via pública, também não há justificativa", desabafa
FOTO:
Arquivo Pessoal
Presidente da Comissão da Mulher de Salvador, a vereadora Ireuda Silva (Republicanos), reitera que os episódios de agressão envolvendo integrantes do bloco As Muquiranas são lamentáveis e devem ser acompanhados pela gestão municipal. A parlamentar ainda cita o caso de uma mulher que também foi assediada pelos foliões no último dia de Carnaval. Vídeos que captaram o momento causaram indignação nas redes sociais.
FOTO:
Tiago Caldas | Ag. A TARDE
A advogada para mulheres, Lorena Pacheco, considera a lei relevante para a redução de parte dos casos, mas pontua que medidas de prevenção e conscientização devem ser priorizadas pelo poder público. A especialista também destaca o fortalecimento das mulheres a partir de iniciativas voltadas ao acolhimento, além do suporte jurídico e psicológico.
FOTO:
Arquivo Pessoal
A titular da SPMJ Fernanda Lordêlo explica que, entre as ações desenvolvidas na capital baiana, o programa atua através de campanhas de prevenção, conscientização e ampliação das denúncias na capital baiana, atendimento, acolhimento e acompanhamento às vítimas.
FOTO:
Arquivo Pessoal
Clarissa Hirs criou o projeto Flor de Cacto
Com o intuito de combater o assédio na Borracharia, boate localizada no Rio Vermelho, a educadora física Clarissa Hirs criou o projeto Flor de Cacto, que está em ação desde outubro do ano passado. A iniciativa conta com uma fiscalização pelo estabelecimento e, diante de uma situação que pareça importunação, ela conversa com a mulher e pergunta se está desconfortável. Em caso afirmativo, o homem é abordado e notificado. Caso ele seja agressivo e rejeite o alerta, é expulso do local pelos seguranças.
FOTO:
Rafaela Araújo | Ag. A Tarde
Confira a matéria completa.
CLIQUE AQUI
FOTO:
Felipe Iruatã | Ag A TARDE