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Trabalhadores da Caraíba metais decidem acampar na porta da empresa

Assembleia permanente está convocada para a próxima segunda-feira, 15.

Publicado quinta-feira, 11 de janeiro de 2024 às 18:17 h | Autor: Alan Rodrigues
Trabalhadores da Caraíba se reuniram na porta da empresa e pretendem acampar no local para cobrar salários em atraso
Trabalhadores da Caraíba se reuniram na porta da empresa e pretendem acampar no local para cobrar salários em atraso -

Trabalhadores da Paranapanema/Caraíba metais se reuniram nesta quinta-feira, 11, em assembleia na porta da empresa em Dias d´Ávila para reivindicar salários em atraso e decidiram montar acamoamento no local a partir da próxima segunda-feira, 15, até que a situação seja solucionada.

A empresa, que teve o pedido de recuperação judicial homologado pela justiça de São Paulo em novembro do ano passado, suspendeu as atividades na segunda quinzena de outubro para reparos no precipitador, equipamento que custa em torno de R$ 80 milhões.

Na última semana de dezembro, a Paranapanema anunciou um 'lay off' (suspensão de atividades) de cinco meses, mantendo pouco mais de 100 funcionários na empresa e colocando mais de 500 à disposição, sem comparecer à empresa.

Acordo firmado junto à Superintendência Regionarl do Trabalho determinou a manutenção dos pagamentos durante o período de inatividade, mas desde novembro nenhum pagamento vem sendo realizado.

Valbirajara Sousa, presidente do sindicato dos metalúrgicos de Dias d´Ávila e região, relata que muitos trabalhadores vêm  passando por dificuldades e cobra da empresa uma solução para o impasse.

"As verbas dos trabalhadores não têm nada a ver com o 'lay off'. São férias, 13º, que a empresa não pagou, abono de salário referente à campanha salarial e o salário de dezembro para todos os trabalhadores, inclusive aqueles que estão em 'lay off'."

O dirigente confirma a realização de assembleia na próxima segunda com indicativo de aprovar o acampamento na porta da empresa até que haja uma resposta da Paranapanema. O sindicato também está buscando a mediação da Superintendência Regional do Trabalho e o Ministério Público para buscar a solução do impasse.

A TARDE solicitou posicionamento da empresa mas, até o fechamento desta reportagem não houve retorno.

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