O Carrasco - Dando a língua pra jogo
O Backtrunk da Vitória, aquele elemento que um dia exerceu um cargo de secretário de estado, se vê em apuros depois que o Tribunal de Justiça da Bahia o condenou a pena de prisão. Mesmo sabedor que a justiça pode converter a “cadeia” em prestação de serviços básicos como “limpeza de banheiros de presidiários do sistema prisional”, o ainda usuário da erva e de outras “cocitas” mais andou se humilhando perante seus então superiores, dizendo que topa até ficar internado numa clínica para tratamento de viciados como prova de seu arrependimento pelo rosário de coisa errada que cometeu. Em um momento de “loucura”, chegou até prometer uma inusitada cirurgia para cortar sua língua e dar pedaços as suas vítimas como garantia de que jamais irá praticar crimes de calúnia, injúria e difamação. Que ponto de degradação moral esse Backtrunk chegou. Não sabe ele que devem vir mais condenações cíveis e criminais.
SURFISTA EM APUROS
Depois que o Carrasco passou a revelar as peripécias da empresa Renova Soluções em Tecnologia, o “rico” ex-surfista, para além da investigação dos órgãos de controle, vem sofrendo uma devassa pela Receita Federal, segundo fontes de bastidores. Além de cair na malha fina nas declarações de imposto de renda, a notícia que chega a essa coluna é que relatórios de inteligência fiscal apontam movimentações atípicas entre empresas ligadas ao ex-surfista e diversas pessoas politicamente expostas. Ainda segundo relatos, o Dick Vigarista já teria procurado renomados advogados para descobrir o tamanho do rolo que está metido. Nesse meio tempo, um sócio oculto do “empresário” soube de suas novas armações e, por ter sido vitimado pelo golpista, prometeu entregar um dossiê comprometedor sobre os tentáculos na iniciativa pública. Parece que nem seu parceiro e nem reza ao senhor do “Bonfim” conseguem dar jeito na parada, que até carro gritado para receber prêmio de seguro já teria ocorrido. Logo logo teremos nomes e sobrenomes. O São João do Dick promete ser bem animado.
É O FIM?
Clientes da Clínica Delfim que fizeram exames de imagem particular, em janeiro deste ano, não conseguiram até o momento, receber a nota fiscal correspondente aos serviços. Alega a clínica que é por conta do sistema, que não consegue integração com o sistema da Secretaria da Fazenda municipal. Sem a nota fiscal, o cliente fica impossibilitado de pedir reembolso ao respectivo plano de saúde. Um abuso que cabe uma explicação urgente da Delfim.
TOMA TENTO, AMERICANAS!
As Lojas Americanas voltam aos holofotes, e para variar, pelas portas dos fundos. A empresa foi acionada pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA) por um show de horrores contra o consumidor: práticas abusivas, falhas na prestação de serviços, cancelamento surpresa de compras e retenção de reembolso. A varejista segue testando a paciência da Justiça.
DESCONTOS OBSCUROS
A Unifacs continua transformando a experiência do estudante em um inferno financeiro. O que começa como uma bolsa parcial atrativa vira cobrança integral astronômica no milagre da renovação de matrícula, ultrapassando a casa dos R$ 2.200. A política de transparência de descontos da instituição é um mito que prejudica milhares de alunos todo semestre.
PÂNICO NO METRÔ
Os casos de assédio já se tornaram rotina no metrô de Salvador. Só neste ano houve três registros de violência contra a mulher. O problema voltou aos holofotes após o episódio do homem que ejaculou numa senhora dentro do sistema metroviário. A segurança no modal vem sendo criticada há tempos por usuários, que reclamam da falta de mais agentes, que antes eram vistos aos montes. Tá na hora da Motiva (antiga CCR) agir antes que algo ainda pior aconteça.
PRA FRENTE, BRASIL!
Ednaldo Rodrigues tanto mexeu os pauzinhos para sentar na mesa dos grandes do futebol, mas nada adiantou. O Brasil entrou em campo contra o Marrocos sem sequer lembrar que o baiano um dia foi presidente da CBF. Sua gestão será sempre marcada por equívocos e episódios controversos, como as escolhas de Ramon Menezes, Fernando Diniz e Dorival Júnior, que nada mostraram à frente da Canarinho. Ednaldo, ao contrário do futebol brasileiro, está no limbo da história.
BREQUE NO "COOPERATIVISMO"
A licitação da limpeza pública em Barra do Rocha virou caso de cabo de guerra jurídico. O SindilimpBA protocolou uma impugnação contra o edital de pregão da prefeitura, soltando fogo pelas ventas contra a cláusula que permite a participação de cooperativas de trabalho no certame. Para o sindicato, a manobra é uma cilada que mascara o vínculo empregatício e abre as portas para a precarização, surrupiando direitos sagrados da CLT como 13º salário e FGTS. Amparado por decisões do TCU e do Ministério Público do Trabalho, o jurídico da entidade mandou avisar que gari precisa de carteira assinada, e não de "empreendedorismo de fachada" em serviço que exige chefe e cartão de ponto.
DECRETO DA MORTE
O prefeito de Sapeaçu, Ramon de Sena conseguiu a proeza de unificar a população do Recôncavo…, mas foi na base do ódio. O gestor baixou dois decretos de ajuste fiscal tão severos que os moradores já apelidaram o moído de “Decreto da Morte”. A canetada prevê um facão nos comissionados, suspensão de contratações e corte de terceirizados. O bafafá é tamanho que o povo, com dois meses de salários atrasados e fornecedores em greve, já ameaça fechar a BR-101 para exigir a renúncia do homem. Para piorar a matemática que desafia a lógica, a prefeitura amarga contas rejeitadas pelo TCM. Tratar a máquina pública com esse nível de desmando e empurrar a conta para o trabalhador é pedir para o motor enguiçar de vez.
FESTA DE MILHÕES
A Prefeitura de Irecê decidiu extrapolar e se tornou o município que mais gastou nos festejos juninos na Bahia em 2026. O prefeito Murilo França (PSB) desembolsou nada mais nada menos que R$ 11,6 milhões na contratação de atrações, valor 30% superior que o gasto da festa do ano passado, quando foram gastos R$ 8,6 milhões. O que mais impressiona é que 100% desse valor foi custeado pelo município. O Ministério Público está de olho em possíveis excessos e quer saber como um município que decretou estado de emergência por causa dos estragos da chuva em março “teria” tanto dinheiro em caixa para bancar os milhões da festa poucos meses depois. Aí tem treta!!!
DISPUTA DE PEIXE GRANDE I
A briga dos candidatos para assumir uma cadeira na Assembleia Legislativa da Bahia (Alba) em outubro virou guerra de titãs em Feira de Santana. Com 11 pré-postulantes na corrida, o cenário local está mais concorrido que o circuito do Campo Grande na terça-feira de Carnaval. Tem apoio para todo mundo? Claro que não, mas a matemática eleitoral sempre dá um jeito.
DISPUTA DE PEIXE GRANDE II
Por falar na disputa de peixe grande, lá, estão de olho mesmo no deputado Binho Galinha (Avante), o homem redefine o conceito de "fazer campanha”, provando que o carisma e a preferência do eleitorado são tão fortes que transcendem até as grades do xilindró, a promessa é que o parlamentar pipoque de votos nas urnas superando até mesmo a sua primeira eleição. Quem precisa apertar a mão do eleitor quando se tem o magnetismo de um mandato exercido diretamente em regime fechado? Pelo visto, o isolamento social forçado pelo Judiciário só aumentou a saudade do povo.
SUPLÊNCIA SUB LÍDICE
O Carrasco renovou as fofocas dos bastidores durante essa semana. Aparentemente, o clima azedou de vez no PSB baiano e a experiente Lídice da Mata já não esconde o bico de insatisfação nos bastidores. A deputada federal, que vinha costurando uma saída honrosa para garantir o “pré-passaporte” de volta ao Senado, viu o tapete ser puxado. Com o favoritismo de Edvaldo Brito carimbado pelos pessedistas, a ex-prefeita de Salvador corre o risco real de ser rifada da chapa majoritária e ter que encarar o chumbo grosso das urnas na disputa pela Câmara dos Deputados. Dizem por aí, porém, que ainda não há definições e a suplência de Wagner está sub judice, ou melhor, sub Lídice. A política tem aquele jargão que o Galego costuma utilizar: tudo pode acontecer, inclusive nada, e a política é a arte do diálogo.
NÃO SEI NÃO, HEIN…
O otimismo da base governista com a aprovação da PEC que põe fim à escala 6x1 no Senado pode estar durando mais do que deveria. O presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), já mostrou que não está disposto a facilitar a vida do presidente Lula, que conseguiu aprovar na Casa Baixa uma PEC irresponsável e eleitoreira. Enquanto isso, o líder do governo no Senado, Jaques Wagner segue apostando na pressão popular para destravar a proposta e evitar mais uma derrota na articulação política do Planalto. Mas, como o próprio Alcolumbre já sinalizou, a conta dificilmente será resolvida por terceiros. Se quiser ver a pauta andar, Lula (PT) vai ter que entrar em campo pessoalmente e fazer os ajustes necessários para que o texto seja viabilizado. Do jeito que tá não anda.
LARANJADA
O presidente Lula (PT) resolveu arrumar as malas de última hora e voar para a França na tentativa de estancar a sangria do tarifaço de até 37,5% anunciado pelo governo de Donald Trump contra as exportações brasileiras. O palco do embate será a reunião do G7 em Évian, entre os dias 15 e 17 de junho. Lula, que já andava meio cabisbaixo com crises domésticas em Brasília, só aceitou o convite de Emmanuel Macron após o "Laranjão" pesar a mão nas taxas, e agora a diplomacia brasileira corre contra o tempo para cavar uma reunião bilateral com o republicano. O plano B do Planalto, caso Trump dê um chá de cadeira e se recuse a sentar para conversar, é usar os holofotes internacionais para soltar o chumbo grosso contra o protecionismo americano e tentar abrir novos mercados — uma manobra que muitos nos bastidores avaliam como “laranjada, correndo o risco de fazer a Casa Branca dobrar a aposta nas sanções.
ENQUADRADA
A enquadrada da semana vai para a uma tal SCR Construtora. Nos corredores do mercado da construção civil, um assunto tem gerado cada vez mais comentários e arrepiando os cabelos dos investidores e compradores de apartamentos em regime de condomínio. Segundo relatos que circulam entre proprietários e profissionais do setor, o descontentamento não estaria ligado apenas a atrasos na entrega dos empreendimentos, mas também a duvidosa qualidade das obras em comparação ao book entregue aos compradores. Mas o que realmente tem alimentado o mexerico são as decisões envolvendo a execução de benfeitorias consideradas desnecessárias ou excessivamente caras, sem o conhecimento dos compradores, tudo isso em nome de embolsar seus 12% de taxa de administração. Enquanto o falatório segue, o tema continua rendendo conversas em reuniões de condomínio, grupo de investidores e rodas de profissionais do setor, tornando-se um dos assuntos mais comentados entre aqueles que acompanham de perto o mercado imobiliário local. Lamentavelmente, parece que, segundo as críticas, a SRC vende lebre para entregar gato.