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O enigma dos cabos

Confira o Editorial do Grupo A TARDE deste domingo

Publicado sábado, 10 de fevereiro de 2024 às 06:00 h | Atualizado em 11/02/2024, 08:26 | Autor: Alessandro Isabel
Localizar receptadores pode não ser tarefa tão difícil
Localizar receptadores pode não ser tarefa tão difícil -

O furto de cabos que compromete o funcionamento de sinaleiras, internet e sistema metroviário inspira solucionar um enigma para a Inteligência policial, pois se há quem cometa este crime, é porque também existe quem compre o produto.

Localizar receptadores pode não ser tarefa tão difícil quanto manter policiamento ostensivo em cada trecho onde passa o equipamento, uma vez ser impossível organizar tal esquema de plantão, devido à desproporção flagrante.

É uma questão conhecida de controle da carga: não há homens suficientes para vigiar cada metro, portanto é o caso de a capacidade ser fragorosamente inferior à demanda, exigindo, assim, o uso do cérebro para raciocinar respostas.

Outra possibilidade, não para um leigo, mas o profissional de segurança, é organizar um cadastro com possíveis trapaceiros, ou tê-lo a um comando do celular para identificar reincidentes, investindo nas suas trilhas preferenciais.

Em vez de deixar acontecer o delito, o serviço de investigação poderia antecipar-se, ao conhecer os habituais sujeitos da compra e venda ilegais, mas quem pode dizer a última palavra sobre o assunto é o próprio homem da lei.

A quem interessa adquirir os fios de cobre, afanados de equipamentos de ordenamento de trânsito, e se os larápios agem tão frequentemente, não seria o caso de pensar em alternativa capaz de substituir o método já antiquado?

A troca por outros tipos de materiais condutores e a vigilância eletrônica podem ser opções paliativas das empresas enquanto não se consegue decifrar esta esfinge soteropolitana, considerando os problemas sociais motivadores desta modalidade de desvio.

Recentemente, a linha 2 do Metrô, por conta de subtração ocorrida no trecho Imbuí–Pernambués, precisou ter a velocidade reduzida, em ocorrência não-rara, produzindo prejuízos aos usuários.

Mesmo raciocínio pode ser aplicado às fibras ópticas, vez ou outra levadas com alta probabilidade de revenda, cabendo aqui uma metáfora muito conhecida do futebol, “marca-se o homem, não a bola”.

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