Bahia falha demais, volta a tropeçar em casa e perde do América-MG | A TARDE
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Bahia falha demais, volta a tropeçar em casa e perde do América-MG

Publicado quarta-feira, 30 de junho de 2021 às 18:45 h | Autor: Daniel Dórea e Redação
Rodriguinho marcou um dos gols do Tricolor no duelo em Pituaçu | Foto: Uendel Galter | Ag. A TARDE
Rodriguinho marcou um dos gols do Tricolor no duelo em Pituaçu | Foto: Uendel Galter | Ag. A TARDE -

O bom desempenho contra o Palmeiras no último domingo, apesar da injusta derrota, levava a crer que o Bahia havia alcançado nível para finalmente decolar na temporada. Engano terrível. Nesta quarta-feira, 30, visitou o fundo do poço ao cair de quatro em Pituaçu: 4 a 3 para o América-MG, que ainda não tinha vencido pelo Brasileirão.

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Com o resultado, o Tricolor perdeu moral, embalo e também a chance de seguir colocado no G-4. Já o América conseguiu deixar a vice-lanterna do campeonato e ganhou novo fôlego em seu triunfo inaugural também sob o comando de Vagner Mancini.

O próximo desafio do Esquadrão pela Série A é neste domingo, quando viaja para encarar a Chapecoense, outro time em baixa, às 11h.

O jogo

Depois da ótima atuação contra o Palmeiras no último domingo – apesar da derrota – o Bahia mostrou sua costumeira faceta oscilante logo nos primeiros instantes do jogo. O time se lançava ao ataque, mas falhava na parte final das jogadas e ainda fazia lenta recomposição, abrindo espaço para os perigosos contra-ataques do Coelho.

Houve alguns ensaios antes de o time mineiro abrir vantagem. Aos oito minutos, Rodolfo mandou por cima. Três minutos depois, Felipe Azevedo levou da esquerda para o meio e chutou para defesa tranqula de Matheus Teixeira. Aos 14, Rossi foi desarmado na intermediária ofensiva e o ex-tricolor Juninho Valoura arrancou com campo aberto, abriu para Rodolfo, que tocou para Felipe Azevedo finalizar no cantinho.

Logo depois, aos 18, saiu o segundo. No lugar do lesionado Conti, o veterano Lucas Fonseca, que não era titular desde abril, afastou mal uma bola e depois ainda levou drible de Valoura, que soltou uma pancada de canhota. Não comemorou em respeito ao ex-clube.

O Esquadrão fazia o que se chama popularmente de arame liso. Cercava o América, com mais de 70% de posse de bola, mas sem ferir. E quase saiu o terceiro do Coelho aos 30 minutos, quando Teixeira salvou numa conclusão certeira de Felipe Azevedo.

Aí era demais, né? Tanta ousadia dos mineiros finalmente fez o Bahia acordar. Sem chances na área, Gilberto saiu e tentou de longe aos 34. Errou por muito, mas animou o time, que marcou um minuto depois. Thaciano tocou para Rodriguinho, que limpou e bateu. O goleiro Cacichioli ainda tocou, mas não evitou o gol, que inicialmente foi mal anulado pela Arbitragem, por impedimento, mas logo o VAR corrigiu.

E por muito pouco o Tricolor não conseguiu o empate antes do intervalo. Aos 39, Rodriguinho pegou sobra na marca do pênalti e encheu o pé no travessão. No rebote, Gilberto cabeceou forte e parou num milagre operado por Cacichioli.

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Mesmo ainda atrás no marcador, o Bahia apresentava evolução que dava esperança para o segundo tempo. Só que quem melhorou na etapa final foi o América. Logo aos quatro minutos, quase ampliou. Rodolfo avançou sem ninguém à frente, mas, na hora de brilhar, apostou mal numa cavadinha sem direção. Aos 12, Teixeira precisou sair nos pés de Ribamar para interromper outro ataque perigoso do Coelho.

Era preciso fazer algo para o Bahia voltar ao ritmo do final do primeiro tempo, e Dado Cavalcanti trocou Thaciano por Maycon Douglas, que foi bem logo em sua primeira aparição, aos 16 minutos. Driblou bonito e chutou para boa defesa de Cavichioli. Aos 20, porém, o América evidenciou o desajeito do Bahia no jogo com mais um gols. Valoura (de novo!) cruzou em cobrança de falta e Anderson (outro ex-tricolor), sozinho, cabeceou para Teixeira salvar. No rebote, Ribamar marcou o terceiro.

O que era uma derrota inesperada virou vexame aos 27 minutos, quando Valoura – em dia inspirado, aproveitando tanta liberdade – avançou em novo contra-ataque e tocou para o xará Juninho impor uma goleada. A derrota não, mas o massacre foi evitado nos instantes derradeiros. Não por causa de Óscar Ruiz, que perdeu chance sem goleiro aos 34, mas pelo faro de gol de Gilberto, que marcou dois já nos acréscimos. De cabeça após cruzamento de Nino, aos 47, e pegando uma sobra na área aos 48.

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