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23/04/2023 às 20:37 - há XX semanas | Autor: Da Redação

Onda extrema de calor ameaça desenvolvimento na Índia

Mudança climática coloca em riscos a segurança energética e à saúde da população

Mais de 24 mil pessoas morreram por causa das ondas de calor na Índia desde 1992
Mais de 24 mil pessoas morreram por causa das ondas de calor na Índia desde 1992 -

Um estudo publicado na revista PLOS Climate na última quarta-feira, 19, revelaram que ondas de calor extremo, fortalecidas pelas mudanças climáticas estão ameaçando a Índia que corre o risco de perder o progresso feito pelo país no combate a pobreza, saúde e crescimento econômico.

As fortes ondas de calor já afetaram drasticamente o país indiano, provocando quedas de energia, crescimento da poeira e da poluição do ar e derretimento glacial acelerado no norte da Índia, disseram pesquisadores da Universidade de Cambridge.

Desde o início da década de 90, mais de 24 mil pessoas já morreram por causa das ondas de calor no país revela o estudo. A pesquisa ainda revela um cenário crítico pois os impactos climáticos podem se agravar na medida que se tornam mais frequentes, intensas e letais devido à crise do clima.

“A Índia está atualmente enfrentando uma colisão de múltiplos riscos climáticos cumulativos”, comentaram os pesquisadores. “As projeções de longo prazo indicam que as ondas de calor no país podem ultrapassar, até 2050, o limite de sobrevivência de um ser humano saudável descansando na sombra”.

O estudo apresenta ainda que milhões de pessoas na Índia estão vulneráveis às mudanças climáticas. Mais de 90% do território indiano pode ser afetado severamente por ondas de calor, caindo em uma zona de “perigo” de calor extremo, de acordo com o índice de calor, aponta o estudo.

De acordo com a reportagem da CNN Brasil, o índice de calor mede a sensação térmica e considera a temperatura e a umidade do ar para avaliar o impacto do calor na população. Em 2022, partes do país registraram ondas de calor acima de 49 graus Celsius.

Ainda em 2022, a Índia teve seu abril mais quente em mais de 120 anos e seu março mais quente já registrado da história, disse o estudo. E passou também pelo clima extremo em 242 dos 273 dias entre janeiro e outubro de 2022, descobriram os pesquisadores.

“Estimativas mostram uma redução de 15% na capacidade de trabalho ao ar livre durante o dia devido ao calor extremo até 2050. Espera-se que o aumento do calor custe à Índia 2,8% e 8,7% de seu Produto Interno Bruto (PIB) e reduza os padrões de vida até 2050 e 2100, respectivamente”, revelou o estudo.

“Minha família em Calcutá está sofrendo com as atuais ondas de calor que levam a frequentes reduções de carga”, comentou Dr. Ramit Debnath, o autor do estudo.

O estudo também indica que os mais pobres e vulneráveis serão mais afetados pela onda de calor “terão consequências sem precedentes na população de baixa renda”.

Como exemplo, os autores apontam para a capital em rápida urbanização, Nova Deli, que “tem um alto nível de atividades de construção, principalmente envolvendo uma força de trabalho de baixa renda, que também corre sério risco de impactos de ondas de calor”.

O país se comprometeu com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU, uma lista de 17 objetivos como reduzir a pobreza, a fome, a desigualdade e as doenças, além de promover saúde, educação e saneamento. Ao não entender a verdadeira ameaça das ondas de calor sobre sua população, a Índia corre o risco de perder esses objetivos.

A professora Ronita Bardhan, coautora do estudo, afirma que as recomendações podem ser usadas para criar resiliência ao calor para moradias de baixa renda, pois “essas comunidades são mais vulneráveis aos impactos”.

“Pacotes focados no calor e na saúde para moradores de baixa renda e favelas são especialmente críticos, pois mostramos que as ondas de calor têm impactos devastadores na sustentabilidade urbana”, disse ela.

“A Índia demonstrou uma tremenda liderança na ampliação dos planos de ação contra o calor nos últimos cinco anos, declarando as ondas de calor um desastre natural e mobilizando recursos de socorro apropriados”, disseram os autores.

Porem “à medida que as ondas de calor na Índia e no subcontinente indiano se tornam recorrentes e duradouras, é hora de especialistas em clima e formuladores de políticas reavaliarem as métricas para estimar a vulnerabilidade climática do país”.

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