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Ciro responsabiliza PT por Bolsonaro: “Povo foi às ruas magoado”

Em entrevista ao programa do A Tarde FM, pré-candidato do PDT diz que não será refém do Congresso

Publicado quarta-feira, 02 de março de 2022 às 10:42 h | Atualizado em 02/03/2022, 17:45 | Autor: Lucas Franco
Ciro Gomes propôs quatro providências para garantir que um eventual governo não seja refém do Congresso Nacional
Ciro Gomes propôs quatro providências para garantir que um eventual governo não seja refém do Congresso Nacional -

O rechaço à ideia de se tornar refém dos parlamentares em Brasília foi um dos temas debatidos pelo pré-candidato do PDT à presidência da República, Ciro Gomes. Além de dizer o que fará para conseguir governabilidade sem perder a autonomia, caso seja eleito, o ex-ministro do governo Lula fez duras críticas ao ex-presidente petista e seu partido.

“Lula está cansado, não tem ideia, qual é a proposta que Lula quer colocar em vigor? Ele teve quatorze anos de oportunidade, quatro eleições. Está nas eleições desde 1989 dividindo o Brasil com o ‘nós contra eles’, e depois se junta com os mais contraditórios politiqueiros safados do Brasil”, disse Ciro Gomes em entrevista na manhã desta quarta-feira, 2, ao programa Isso É Bahia, na rádio A TARDE FM (103.9).

Para o pré-candidato do PDT, que já foi prefeito de Fortaleza e governador do Ceará, o Partido dos Trabalhadores tem grande responsabilidade pelo cenário nacional atual, ainda que tenha perdido a presidência da República em 2016.

“Será que existiria Bolsonaro se não fosse a brutal crise econômica e a crise moral de corrupção que o Lula produziu no Brasil? Bolsonaro só se elegeu por isso, como gesto de mágoa e revolta do povo brasileiro. Nosso povo foi às ruas magoado. Foi uma crise produzida pelo PT”, ponderou.

Ciro Gomes propôs quatro providências para garantir que um eventual governo não seja refém do Congresso Nacional, ainda que tenha dito que não é possível governar sem apoio dos parlamentares: propor as reformas antes de ser eleito, colocar a reforma em pauta nos seis primeiros meses, fazer mediação com governadores e prefeitos e, em caso de um impasse continuar, chamar a população para um plebiscito.

“Se a gente propuser isso, e o povo apoiar essas ideias, o Congresso imediatamente se alinha. Porque naqueles seis primeiros meses, os deputados têm respeito pelo que o povo acabou de votar. Persistindo o impasse, eu quero mandar essas reformas a um plebiscito popular. Seis meses de debate e no fim o povo vai votar diretamente no novo modelo de economia política”, acredita.

Propostas

Uma das maneiras de resolver o problema das contas públicas, segundo Ciro Gomes disse na entrevista, será fazer corte de 20% das renúncias fiscais.

“Não sei se o povo baiano sabe, mas salmão, queijo suíço, filé mignon foi metido na cesta básica e deixa de recolher Pis Cofins do Governo Federal, e junto com mais 33 produtos, supérfluos como esse, de luxo, o Brasil deixa de arrecadar R$ 8 bilhões por ano”. O pré-candidato do PDT disse que com esse dinheiro poderá colocar um milhão de crianças em creche em tempo integral.

“Eu proponho cobrar imposto sobre grandes fortunas com alíquota muito moderada, de 0,5% a 1,5% apenas e não somente sobre os patrimônios acima de R$ 20 milhões. Com isso eu atinjo 58 mil contribuintes em uma nação de 210 milhões de pessoas. Mas arrecado R$ 60 bilhões por ano. E por aí eu vou indo e construo algo em torno de R$ 3 trilhões em dez anos que é o dinheiro que o país precisa para virar o jogo da estagnação econômica que já dura uma década. Sem isso não há como melhorar saúde e educação”, afirmou.

Confira a entrevista na íntegra: 

A Tarde FM
 

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