Busca interna do iBahia
HOME > a tarde + > CINEINSITE
Ouvir Compartilhar no Whatsapp Compartilhar no Facebook Compartilhar no X Compartilhar no Email

CINEINSITE

Hebe empoderada contra a censura

Jefferson Domingos | Foto: Divulgação

Por Jefferson Domingos | Foto: Divulgação

27/09/2019 - 18:48 h | Atualizada em 21/01/2021 - 0:00

Siga o A TARDE no Google

Google icon
Longa parte com Hebe (Andréa Beltrão) no auge da carreira, na década de 80
Longa parte com Hebe (Andréa Beltrão) no auge da carreira, na década de 80 -

Quem for ao cinema para assistir Hebe - A estrela do Brasil, pensando que vai acompanhar uma leitura linear da trajetória da artista (da infância até a morte, em 2012), está enganado. Desde o início, o longa parte com Hebe (Andréa Beltrão) no auge da carreira, na década de 1980.

Beirando os 60 anos de idade e com mais de 40 como animadora de programas, ela tinha coragem suficiente para bater de frente com aqueles que queriam intimidá-la. Deste modo, o diretor Maurício Farias e a roteirista Carolina Kotscho apostaram em representar Hebe como uma mulher destemida, que corria risco de prisão, mas que enfrentava a censura sem medo e ousava levar travestis ao sofá de seu adorado programa, no período que o conservadorismo não permitia nenhum manifesto LGBT.

Tudo sobre CINEINSITE em primeira mão!
Entre no canal do WhatsApp.

Era o resquício da ditadura no país, que agia de forma discreta nos bastidores. Fora do cunho político, há algumas partes interessantes, como a sequência em que ela escolhe seu novo cenário no SBT e o encontro com outras figuras do imaginário popular como Roberto Carlos (Felipe Rocha) e Dercy Gonçalves (Stella Miranda).

Das personificações, somente Daniel Boaventura mostrou-se deslocado como Sílvio Santos, talvez por possuir porte físico e voz diferentes do apresentador. Das cenas que mostram Hebe em família, o que mais chama atenção são os momentos em que ela sofria com o machismo, as agressões e o ciúme excessivo de seu segundo marido, Lélio Ravagnani (Marco Ricco).

Mas é a atuação de Andréa Beltrão que mais se destaca. A atriz não faz questão de compor uma personagem caricata, com excessos de bordões e gestos, nem forçar demais o sotaque. Ainda assim, é uma grande representação de Hebe.

Hebe - A estrela do Brasil já está em cartaz nos cinemas de Salvador. Clique aqui para conferir os horários e salas disponíveis.

Minissérie tem data de estreia

Quem se interessou pela história da “Gracinha” poderá acompanhar mais na minissérie "Hebe", com previsão de estreia no dia 6 de janeiro, na Globo, emissora na qual a artista havia dito que não trabalharia “por medo de censura”. A produção é um desdobramento do filme, porém, com um material mais extenso.

Se no longa há o recorte da trajetória de Hebe a partir dos anos 1980, quando ela trocou a Bandeirantes pelo SBT, a série promete viajar em praticamente toda a vida dela, desde o início, como cantora, passando pelo rádio, até a chegada à TV, com desfecho na morte, aos 83 anos, em 2012, após lutar por dois anos contra um câncer.

Siga o A TARDE no Google Notícias e receba os principais destaques do dia.

Participe também do nosso canal no WhatsApp.

Compartilhe essa notícia com seus amigos

Compartilhar no Email Compartilhar no X Compartilhar no Facebook Compartilhar no Whatsapp

Siga nossas redes

Siga nossas redes

Publicações Relacionadas

A tarde play
Longa parte com Hebe (Andréa Beltrão) no auge da carreira, na década de 80
Play

Websérie explora cultura ancestral de aldeia Xukuru-Kariri

Longa parte com Hebe (Andréa Beltrão) no auge da carreira, na década de 80
Play

Filme do Mamonas Assassinas está disponível; saiba onde assistir

Longa parte com Hebe (Andréa Beltrão) no auge da carreira, na década de 80
Play

Última temporada de "Dom" chega ao Prime: "Intensa e visceral"

Longa parte com Hebe (Andréa Beltrão) no auge da carreira, na década de 80
Play

Aviões do Forró rouba a cena no Festival de Cannes; assista

x