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Brasil supera a “detração no trabalho” da escala 6 x 1 (?!)

Confira o artigo de Marcos Luna

Marcos Luna*
Por Marcos Luna*
Imagem ilustrativa da imagem Brasil supera a “detração no trabalho” da escala 6 x 1 (?!)
Foto: Reprodução

“O tempo livre permite insights brilhantes, convivência afetiva e a interação comunitária criativa” Domenico De Masi

Através dos milênios os hominídeos caminharam pelo planeta desbravando a natureza, construindo sua inner-self e sobrevivência; transformaram a si mesmos impactando nos ecossistemas quase sempre incontornáveis. Ao sair da “caverna platônica” os ancestrais do homo-faber reinventaram o mundo numa life-struggle irrefreável com crenças míticas aliadas aos conflitos tribais e ambientais destrutivos. A ferramenta primacial nesta aventura não-paradisíaca: o trabalho.

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Ao descobrir o fogo, inventar a roda e a lança, os humanoides incrementaram dominação inexorável sobre outras espécies; devassaram a flora, ameaçaram a fauna e depredaram o mundo numa agressão não raro nefasta ou mortífera. Desde sempre, a concentração de bens materiais ou capitais nos estados nacionais hegemônicos foram catapultados pela revolução industrial - como revelam as teses econômicas doutorais e os estudos socio antropológicos. A socialização das conquistas civilizatórias para o wellfare-state mundial, ainda não aconteceu entre as nações urbi et urbi.

Este sucinto panegírico na da evolução do trabalho, as sociedades evoluíram ao longo dos séculos mais recentes com a supremacia tecnológica e do intelecto prodigioso sobre o labor artesanal assalariado – modelo Fordista –, destarte, na prevenção da “exaustão-burnout” do trabalhador, mormente nas sociedades com sindicatos e parlamentos democráticos. A revolução pós-industrial possibilitou a economia criativa com potencial para o ócio eficaz: poucas horas de trabalho e a produção equivalente a centenas de horas!

Como se comportaria o “homo sapiens pós-moderno” ao adquirir tempo- sobressalente depois do breve período investido na atividade laboral?! O sociólogo-cientista Domenico De Masi, elaborou nas últimas três décadas, a tese do “ócio criativo” para o século XXI. Sentenciou que o homem sempre se esforçou para inventar instrumentos capazes de diminuir os esforços. Proclamava que a finalidade pelo qual se trabalha, é não trabalhar.

As decisões transformadoras da realidade reacendem reações conservadoras do status quo econômico no Brasil: a abolição da escravatura, as ferias, salário-mínimo e o décimo-terceiro foram recepcionados pelas elites como uma “debacle” do capitalismo. A ultrapassagem trabalhista da “mais-valia”na escala 6 x 1 - consolidada nos países nórdicos e no G20 – significará compatibilizar a cibernética e a inteligência artificial com a maior produtividade das empresas e governos: uma conquista politica para a dignidade dos proletários brasileiros. A ver.

*Escritor, MD, PhD Faculdade Medicina UFBA, Fellow Harvard Unversity

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