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EDITORIAL - A vitória do livro

Leia editorial do Jornal A TARDE deste domingo

Redação
Por Redação

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Bienal do Livro atrai milhares de pessoas na Bahia
Bienal do Livro atrai milhares de pessoas na Bahia -

A Bienal do Livro transcende à definição de admirável e gigantesca feira literária para merecer o perfil de prova da vitória da civilização baiana sobre os males do atraso cultural. O grande encontro da cidadania com a produção literária representa a capacidade humana de superar o obscurantismo daqueles que insistem em cultuar a ignorância.

Do tempo da proibição de imprimir, à atualidadede ler e reunir-se para celebrar o momento pleno de convívio, decorreram muitas lutas e sacrifícios. Basta lembrar um fato emblemático para convidar todas e todos a erguer um super brinde pela liberdade em repúdio à ameaça de novos despotismos.

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Era final dos anos 1960, quando o governador Luiz Viana Filho, homem culto, autor de dezenas de livros, foi acordado, de madrugada, para ouvir um recado.

Chefe de estado empossado por militares golpistas, o intelectual foi alertado para interromper, logo na manhã seguinte, as tratativas com duas gráficas.

Ficaram sabendo os verde-oliva do plano de fazer da Bahia um polo livreiro e decidiram abortá-lo imediatamente, deixando esperto o seu autor, sob ameaça de deposição. Quando se vê hoje a Bahia livre desta chaga, e crianças a pessoas idosas admirando autoras e autores, deve-se lembrar o que este cenário representa.

Oportuna é também a percepção de quanto o livro simboliza a diferença entre a saúde política e a doença de querer conquistar o poder pela via da mentira.

No Centro de Convenções de Salvador, na Boca do Rio, a cidadania hoje pode viver este momento lindo em paz, sem medo de prisão e tortura por portar um livro.

A circulação de ideias e textos carrega consigo o dom da pluralidade para a qual estão vocacionados a Bahia e o Brasil, mas não se deve correr riscos.

Para garantir o contínuo crescimento da nossa biblioteca contida na Bienal, é preciso derrotar sempre e todos os dias as forças da negação das letras.

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