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Salvador avança nos Direitos Humanos com selo para empresas

Leia artigo da vereadora de Salvador, Marta Rodrigues (PT)

Marta Rodrigues
Por Marta Rodrigues
Marta Rodrigues, vereadora de Salvador pelo PT
Marta Rodrigues, vereadora de Salvador pelo PT -

Abrimos 2026 com um artigo neste jornal A TARDE, destacando a aprovação, na Câmara Municipal, da Política Municipal de Direitos Humanos, Desenvolvimento Sustentável e Inclusão Social – a Lei Bruno e Yan – como um avanço importante para Salvador. Em um espaço valioso da imprensa baiana, comprometido com a cidadania e com a conscientização da sociedade civil, o debate público se torna mais promissor e conquista transformações concretas. Agora, retorno a este mesmo espaço, transformador e cidadão, que nos ajuda a impulsionar o bem estar social, para comemorar a sanção da Lei nº 9.959/2026, oficializada em 6 de abril e publicada no Diário Oficial do Município.

A Política trata-se de um passo decisivo que transforma o avanço legislativo em instrumento concreto de atuação pública e, ao mesmo tempo chama à responsabilidade a iniciativa privada, com a criação do Selo de Direitos Humanos, Diversidade e Desenvolvimento Sustentável – mecanismo que reconhece e estimula práticas empresariais comprometidas com dignidade, inclusão e respeito à vida.

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A política nasce da memória de Bruno e Yan Barros, tio e sobrinho, homens negros assassinados em 2021 após serem acusados de furto famélico em um supermercado no bairro de Amaralina. O caso expôs problemas estruturais como racismo, criminalização da pobreza e ausência de protocolos humanizados. Lembrá-los é reafirmar o compromisso de que tragédias assim não se repitam.

A legislação estabelece diretrizes para promoção da equidade, combate à discriminação e fortalecimento de práticas inclusivas, especialmente no setor privado e no terceiro setor. Prevê capacitação de funcionários, revisão de protocolos de abordagem, criação de canais de denúncia e medidas preventivas, além de responsabilização em casos de violação.

O selo é um dos principais diferenciais da política. Mais que reconhecimento, atua como indutor de mudanças ao valorizar empresas comprometidas com direitos humanos e estimular outras a seguirem o mesmo caminho, conectando desenvolvimento econômico à responsabilidade social. Embora políticas semelhantes existam em outras cidades, Salvador avança ao envolver diretamente o setor produtivo com parâmetros públicos de conduta.

A sanção, no entanto, marca o início de uma nova etapa que precisa ter o olhar apurado do município, priorizando a participação popular, dos conselhos municipais e dos movimentos sociais.

Precisamos ser rápidos: tempo urge e os direitos humanos não esperam. É na regulamentação que a política se torna ação concreta e reduzimos casos grotescos, desumanos e mediáveis, como o de Bruno e Yan e tantos outros. A lei aponta para o futuro e agora é garantir que se traduza em prática efetiva, memória ativa e proteção à vida e não fique apenas na gaveta da Prefeitura. Direitos humanos não podem ser apenas vitrine bonita sem ação contínua.

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