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A TARDE Autos avalia o Novo Polo 1.0 TSi

Há muito tempo a Volkswagen precisava de um produto tão bem posicionado como o Novo Polo. Alinhado com o modelo europeu, motorização atualizada e a precisão que a marca sabe fazer mas parecia ter esquecido nos últimos anos. Três anos após o Up! a marca apostou alto para construir o novo compacto e já encaminha o lançamento do Virtus, onde A TARDE Autos estará presente para conferir.
O desenho é sóbrio, um misto de dianteira de Golf, que na verdade traduz o DNA de todos os modelos mundiais da Volkswagen e a traseira do Gol, pois nem tudo é perfeito. A linha lateral, ascendente, tem esportividade sem exagerar. Se por fora ele é bonito, por dentro parece um carro de segmento superior ainda que menos refinado que a versão europeia. Os dois tons no painel bem montado, os encaixes e botões sugerem um carro mais caro do que é com exceção das portas com desenho simples. Moderno sem ser exagerado, ora usa soluções convencionais como o freio de estacionamento por alavanca, ora usa o painel totalmente digital. Na frente, a única entrada USB é difícil de ser encontrada, no fundo do porta-objetos, logo atrás da alavanca de câmbio quando posicionada em P nos modelos automáticos.
Avaliamos a versão 1.0 TSi Highline, a mais cara disponível, que custa R$ 74.490 com câmbio automático Tiptronic de seis marchas. São 116/128cv (gasolina/etanol) a 5.500rpm e 20,4 kgfm entre 2000 e 3500rpm. O preço é de hatch premium que não vai decepcionar. A versão mais barata, de R$ 49.990 ainda será avaliada. Por hora, o casamento entre o motor e o câmbio mostram um carro com aceleração precisa, com bom aproveitamento do propulsor turbo, que só mostra ruído em reduções onde o motor três cilindros é perceptível. Direção elétrica leve, manobras precisas e curvas como um carro mais caro são boas surpresas ao conduzir o Polo. Sem querer ser um SUV, a posição de guiar é confortável e mais baixa do que seus concorrentes, o que melhora a estabilidade.
Elogios também para a multimídia intuitiva, simplificada e com tela de 6,5 polegadas e integração com smartphones Car Play e Android Auto.

Em termos de segurança, são quatro airbags, freios ABS, assistência de freio hidráulico, controle de estabilidade e limpeza automática dos discos, além da carroceria leve com pontos inteligentes de deformação. O resultado foram as cinco estrelas no crash test do Latin NCAP.

Consumo baixo
O consumo é muito bom, superior aos concorrentes diretos. Cravamos praticamente o mesmo nível de consumo informado pela Volkswagen ao Inmetro. Ele percorre 12km por litro na cidade e 14,5Km na estrada segundo os dados oficiais, sempre abastecido com gasolina. Em nossa medida urbana, o Novo Polo fez 10,9km/l sob trânsito intenso. Bastou ganhar uma via expressa que o consumo melhorou (e muito) marcando até 19,5Km por litro a 80km/h, números que diminuem pouco conforme a dose do acelerador.
Um futuro comparativo cairá bem, mas é possível dizer que neste quesito e vence fácil o Fiat Argo 1.8 e com alguma vantagem o Hyundai Hb20 1.6, Peugeot 208 e Citroen C3.
Mudanças e line up reduzido
O Polo carrega uma grande responsabilidade de recolocar a Volkswagen na liderança há muito perdida por conta de erros estratégicos. Com o novo compacto, os pacotes de opcionais têm preços mais atrativos e simplificados. Agora o Gol volta a ser o carro de entrada para os conservadores, o Up! atrai os novos consumidores em busca de um produto mais racional, o Fox daqueles que gostam da posição mais alta de dirigir (em uníssono a Volkswagen diz que ele não sairá de linha) e, em seguida, o Polo, com uma gama e preços muito interessantes como há muito não se via.

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