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Cruze Black Bow Tie: uma boa compra?

Marco Antônio Jr | A TARDE SP
Por Marco Antônio Jr | A TARDE SP
| Atualizada em

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Versão cheia de adereços inspirados na cor preta recheia o Cruze LT de personalidade mantendo a graça do motor turbo 1.4
Versão cheia de adereços inspirados na cor preta recheia o Cruze LT de personalidade mantendo a graça do motor turbo 1.4 - Foto: Divulgação

A atual versão do Cruze está prestes a ser substituída. Já chegou aos Estados Unidos no ano passado e não faria sentido esperarmos tanto para tê-lo aqui. Fabricado na Argentina, o próximo modelo mantém a atual geração mas enquanto isso não acontece a GM diversifica suas opções.

A bordo da atual geração do Cruze é difícil entender porque ele ainda vende menos que seus rivais. Ao perder espaço para o Corolla e Civic, fenômeno verificado desde a época do Vectra, a GM bem que se mexeu para atrair os compradores que debandaram para os modelos japoneses há um bom tempo mas especialmente entre 2007 e 2012. Neste intervalo Toyota e Honda se mexeram e ampliaram espaço enquanto o Vectra envelhecia. Mas os tempos são outros. O sedã médio da Chevrolet tem um conjunto mecânico interessante, visual atrativo, bom espaço interno e preço mais baixo que a concorrência com poucos deslizes para cumprir um papel importante reforçado agora pela série especial Black Bow Tie.

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Visual

Imagem ilustrativa da imagem Cruze Black Bow Tie: uma boa compra?
| Foto: Divulgação
Multimídia de 7 polegadas com novo sistema MyLink se entende bem com celulares Apple e Android e se integra ao sistema OnStar

Vendido unicamente na cor Preto Ouro Negro, a mesma da série Midnight que equipa o Tracker e a S10, o Cruze Black Bow Tie incorpora acessórios que modificam levemente o seu visual. Baseado na versão LT, o Cruze ganhou emblema do modelo e gravatinha na cor preta, tendência internacional, além das rodas exclusivas aro 17. Também ganhou tapetes em carpete com uma linha bordada vermelha. A lista de equipamentos é similar à do Cruze LT: vem com airbags laterais além dos obrigatórios, bancos de couro, controles de tração e estabilidade, ar-condicionado automático com comando visível no kit multimídia, piloto automático, sensor e câmera de estacionamento na traseira, faróis e lanternas de neblina. Com entre-eixos de 2,70m e porta-malas de 440 litros, o três volumes é espaçoso para todos os ocupantes e fica devendo apenas saídas de ar condicionado para quem viaja atrás. Falando em viajar, a multimídia de 7 polegadas com novo sistema MyLink se entende bem com celulares Apple e Android e se integra ao sistema OnStar. A interface já merecia uma atualização pois os ícones são pequenos mas respondem com prontidão ao toque dos dedos.

Mecânica

Imagem ilustrativa da imagem Cruze Black Bow Tie: uma boa compra?
| Foto: Divulgação
Durante 15 dias de testes chegou a uma média de 12km com 1 litro de gasolina em percurso urbano e 14km na estrada

Um dos poucos sedãs em sua categoria com motor turbo, o 1.4 entrega 153 cv e 24,5 kgfm, conectado ao câmbio automático de 6 marchas. Esse motor pode parecer “pequeno” para a proposta do carro, mas surpreende.

A motorização que chegou no final de 2016, segue sem alterações com desempenho interessante e consumo contido. Durante 15 dias de testes chegou a uma média de 12km com 1 litro de gasolina em percurso urbano e 14km na estrada. A suspensão se destaca pela estabilidade nas curvas e atuação do controle de estabilidade e tração mas entrega conforto bem adequado ao estilo norte-americano com um leve flutuar. Apesar disso, graças ao visual “bicudo” é fácil raspá-lo nas valetas e declives. Outro senão está no nível de ruído: apesar do funcionamento mecânico bem silencioso é possível ouvir sons do exterior e da rodagem dos pneus a partir da coluna B.

Preços

Pelo valor de R$ 98.790, o Cruze Black Bow Tie tem visual diferenciado e mesmo baseado na versão LT vem bem equipado. Ficou devendo apenas iluminação em LED, partida por botão e mais air-bags, em contrapartida seu preço está distante dos R$ 118,3 mil cobrados pelo top de linha LTZ. Conectado e agradável ao dirigir, o único senão fica por conta do Start-Stop, na GM chamado de Auto Stop que não tem opção de desligamento. Em dias quentes e trânsito congestionado, sem motor ou ar condicionado ligados, a cabine esquenta rapidamente levando a um desconforto, algo que poderia ser revisto. Sem dúvida o Cruze é uma boa compra e agrada muito pela dirigibilidade, sendo feito para quem quer desempenho com consumo reduzido. Ainda não bate o Civic em dirigibilidade, mas na versão Black Bow Tie surpreende quando comparado com o Corolla e também o C4 Lounge.

E o novo?

A GM é sempre discreta com suas novidades e guarda ao máximo informações sobre seus lançamentos. Mas em um evento reservado à imprensa onde A Tarde esteve presente, fontes admitiram que o novo Cruze chega ainda no primeiro trimestre. A ideia é de antecipar ao reestilizado Civic e a nova geração do Corolla, seus arquirrivais. Não se trata de uma nova geração do três volumes da Chevrolet mas de um visual aprimorado mantendo o estilo esportivo, novos equipamentos de tecnologia como a multimídia que terá sistema wi-fi. Aliás, conexão com a internet será característica de todos os carros da Chevrolet vendidos no Brasil, inclusive o Onix. No Onix as proporções, entre-eixos e a mecânica 1.4 turbo não devem sofrer alterações. Mas a vida do Cruze, que desembarcou tarde no mercado brasileiro quando os fãs de sedãs já tinham migrado para a Honda e Toyota, não será fácil na continuidade.

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