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Duster CVT 2018 é coringa em pacote de custo benefício

Lançado oficialmente em 2011, o Duster foi uma grande aposta da Renault, que até então não figurava no mercado de SUVs. Hoje o modelo é apenas o oitavo colocado no acumulado dos utilitários esportivos, mas já esteve em dias melhores quanto ao desempenho nas vendas. Prestes a estrear novidades por aqui, tal qual ocorreu na Europa, o forte do Duster está no custo benefício e no menor preço para um utilitário esportivo com câmbio automático.
Após a renovação promovida em 2016, as versões Expression e Dynamique ganharam o novo câmbio continuamente variável que simula seis marchas. O motor de ambas é o 1.6 16V SCe Flex, que rende 120 cv (etanol) ou 118 cv (gasolina), com torque de 16,2 kgfm a 4.000 rpm, e que também é usado no Captur.
A versão testada por A Tarde Autos foi a Dynamique 1.6 CVT, que traz controles de estabilidade e tração, banco do motorista com regulagem de altura, vidros elétricos nas quatro portas, coluna de direção com regulagem de altura, travas elétricas, piloto automático, câmera de ré, volante revestido em couro, retrovisores elétricos, computador de bordo, central multimídia MediaNav com tela de 7 polegadas, GPS e comandos de som atrás do volante. A vantagem está no preço: R$ 75.490. Na comparação, nenhum SUV, além dos chineses, custa esse valor com tantos opcionais.

Bom para a cidade
O Duster Dynamique 1.6 CVT é um carro adequado para uso urbano, apesar da praticidade do câmbio e bom consumo, o que mostra a preferência da Renault pelos compradores urbanos. A montadora equipou o carro com a função ECO, que pode ser ativada ou desativada com apenas um toque no distante botão abaixo do console. Quando ativada, nitidamente o carro perde fôlego e se faz necessário, na maioria das vezes, desativar a função em subidas, para ultrapassagens ou na estrada em situações de serra ou trechos com curvas. Se o uso for unicamente urbano, sem compromisso com desempenho, o conjunto é adequado e entrega média de 8 km/litro com etanol e 10,5 km/l com gasolina.
Vícios e virtudes
Por dentro, a virtude do Duster é reforçada na versão que avaliamos. Ele continua com bom espaço interno e, apesar do seu acabamento em plástico, padrão da Renault, o Duster apresenta detalhes na cor do veículo nas saídas de ar, portas e painel, o que confere certa elegância ao carro. Por fora, o acabamento que imita aço escovado também disfarça suas linhas simplórias. Bom acesso ao veículo e ao porta-malas de 475 litros são destaque.

O Duster aparece como uma boa opção de compra na faixa dos R$ 80 mil (preço da versão testada era de R$ 81.490) que, sem opcionais como a câmera de ré, bancos em couro e monitoramento de trânsito em tempo real, custaria R$ 75,4 mil. Em termos de preço e pacote de itens de série, tem bom pacote e preço abaixo dos concorrentes. Se a intenção é um veículo para uso urbano com viagens eventuais, e sem compromisso com o desempenho, o Duster segue como coringa na briga pelo segmento mais disputado do País.

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