BAHIA
"A gente não tem bola de cristal", diz ministro sobre surgimento de novas manchas de óleo

O ministro da Defesa, Fernando Azevedo, fez um sobrevoo pela região do arquipélago baiano de Abrolhos, no litoral de Caravelas, na manhã deste domingo, 3. Na ocasião, também acompanhou as operações de monitoramento e limpeza de áreas atingidas pelas manchas de óleo que foram identificadas pela primeira vez neste sábado, 2.
Em entrevista coletiva, o ministro foi questionado se havia uma noção da origem do óleo e se o problema estaria em vias de chegar ao fim. "A gente não tem, com os meios que nós temos, a origem do vazamento. Ainda temos algumas dúvidas, pelo tipo do óleo, é um óleo difícil. Porque ele vem ali à meia água, não vem na superfície, o radar não pega, satélites não pegam. Só temos a visualização dele quando chega à praia. Então, é difícil, a gente não tem uma bola de cristal em relação a isso", disse Azevedo.
O ministro afirmou ainda que não houve, neste domingo, registrou de novos fragmentos do óleo no arquipélago de Abrolhos. "O que tem lá, e está sendo limpo, é remanescente de ontem [sábado]".
Fernando Azevedo explicou que o trabalho da Marinha do Brasil tem sido conduzido em três fases. "Estamos debruçados em várias fases ao mesmo tempo. Uma é a fase da investigação, do inquérito para chegar a quem fez isso. A segunda fase é a contenção, sendo a terceira a de controle de danos nas praias. Estamos fazendo isso ao mesmo tempo", detalhou.
Na região do arquipélago, seis navios realizam o trabalho de monitoramento. São quatro da Marinha e dois da Petrobras.
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