BAHIA
"Aterro problema" já foi referência no estado

Ex-vereador de Alagoinhas, Radiovaldo Costa lembra da época “áurea” do aterro sanitário da cidade. “Foi um dos primeiros a ter licença ambiental estadual. Outros municípios queriam descartar seus resíduos aqui”, conta. Segundo Radiovaldo, os bons tempos do empreendimento foram entre 2008 e 2014. No ano seguinte, vieram os primeiros indícios de que algo estava errado. A partir de 2016, a coisa começou a se deteriorar. De meados de 2017 para o início de 2018, veio o caos total.
Foi quando o aterro levou oito meses abandonado porque a prefeitura da cidade deixou de fazer os pagamentos para a ART Construtora, responsável por administrar o local. Sem receber do município, a empresa deixou o empreendimento, outrora referência, transformar-se em lixão.
A prefeitura atribui o problema à gestão passada, de Paulo Cezar Simões. O governo de Joaquim Neto (sem partido) diz que o antecessor não deixou dinheiro em caixa para fazer os pagamentos. Ele nega. “Nós fizemos uma coisa bem feita, muito bacana”, defende. A TARDE tentou contato com o dono da ART, Marco Antunes Filho, para falar sobre o assunto, mas não obteve êxito.
Descaso
Para Radiovaldo, houve negligência de Joaquim Neto. “Como o aterro fica fora da cidade e ninguém vê, ele não fez do assunto prioridade”, afirma. O assunto ainda tem contornos políticos. Marco é filho do ex-secretário de Governo de Joaquim, Marco Antunes. Os dois romperam politicamente. Na época da crise com a ART, o filho evitou fazer denunciar a situação justamente para não prejudicar o pai.
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