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LANDULPHO ALVES

Atividades em unidade da Refinaria de Mataripe são interrompidas

Navio com petróleo cru não consegue atracar no porto de Madre de Deus

Da Redação

Por Da Redação

26/01/2022 - 20:12 h | Atualizada em 26/01/2022 - 21:35

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As atividades na unidade 9 da Refinaria de Mataripe estão suspensas e as unidades 32, 37 e 39 operam com carga reduzida devido à baixa quantidade do petróleo cru, fundamental para a continuidade do trabalho.

Há um navio com o material, mas a embarcação não consegue atracar no porto de Madre de Deus por causa do tamanho. O calado, que é a distância vertical entre a parte inferior da quilha e a linha de flutuação da embarcação, é superior ao permitido na região. Com isso, o navio não consegue chegar e o produto não pode ser descarregado.

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Ao Portal A TARDE, Deyvid Bacelar, diretor do Sindipetro Bahia, lotado na Landulpho Alves, afirma que esta dificuldade expõe a falta de capacidade da Acelen, que assumiu a refinaria em dezembro de 2021 após a privatização.

"Nós sabíamos que haveria problemas. Mas nós não sabíamos que haveria essa incompetência logística para causar todo esse transtorno, que ainda é pequeno e ainda veremos os reflexos no final do mês, e poderá ser catastrófico caso a refinaria pare por conta dessa incompetência logística de terem trazido um navio de grande calado", disse.

Ele pontua que a Petrobras tinha condições de operar em toda a costa brasileira e até fora do país, mas a Acelen é recém-criada. "Que know-how tem a Acelen para estar operando uma refinaria como essa?", questiona.

Para resolver o problema, é necessário transportar o material do navio a outras duas embarcações menores. O processo, no entanto, não é simples e precisa de várias autorizações dos órgãos ambientais. Segundo Bacelar, "apenas duas empresas que operam aqui têm o licenciamento para fazer esse tipo de operação".

Caso o problema não seja resolvido e a refinaria interrompa as atividades, é possível que haja desabastecimento de alguns produtos, não apenas do diesel.

"Sabíamos que a empresa iria trazer petróleo de fora, mas não que seriam capazes de cometer uma barbeiragem como essa. Inclusive, para a prefeitura de São Francisco do Conde, é um desastre por conta dos royalties que está perdendo", afirma Bacelar.

Também ao Portal A TARDE, Radiovaldo Costa, diretor de comunicação do Sindipetro, confirma que há o problema com o carregamento de petróleo por parte do navio e explica que a refinaria tem várias opções antes de paralisar, entre elas reduzir carga ou a capacidade de processamento, além da possibilidade que a Acelen tem de comprar petróleo de outras distribuidoras.

Na tarde desta quinta-feira, 27, será realizada uma reunião com a empresa, onde o assunto será debatido.

"Nós vamos ter uma reunião amanhã à tarde. Entre outros assuntos, vamos discutir o que de fato ocorreu e o que a empresa está fazendo ou pretende fazer para contornar essa situação", afirma Costa.

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