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SALVADOR

A TARDE lista dez buracos críticos em Salvador

Paula Pitta
Por Paula Pitta
| Atualizada em

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Buraco
Buraco -

Após um período de chuva é comum surgirem os buracos nas pistas, mas algumas situações fogem do corriqueiro asfalto desgastado e com desnível. A reportagem de A TARDE percorreu Salvador e listou dez buracos críticos nas ruas da capital baiana (Veja as vias visitadas na galeria de fotos). São as populares crateras, que travam o trânsito na cidade e põem em risco os motoristas que tentam desviar da abertura na pista e podem se envolver em acidentes.

Esses buracos podem ser vistos em vias de fluxo intenso, como a Bonocô, ou transversais, como o Jardim Caiçara, em Brotas. A chuva, o desgaste natural do asfalto e a realizadação de obras são responsáveis por essa situação, como acontece na Estrada de Campinas, em Brotas. "A Embasa fez um serviço e disseram que a Prefeitura ia fechar, mas já tem quase um mês com esse buraco", explica o segurança Gilson Damasceno, contando que o desnível na via provocou acidentes no local.

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Além dos acidentes, a situação também causa prejuízo. "Já cai três vezes nesse buraco (da Estrada de Campinas) e perdi minha jante. Está terrível", reclama o motorista Arionando Fonseca.

Em Brotas, o condutor também enfrenta o problema no Jardim Caiçara, na ladeira que liga o bairro a Bonocô, onde um buraco obriga os motoristas a invadirem a contra-mão.

Críticos - Das dez vias críticas, a Baixa do Fiscal e Águas Claras são as tops nesse ranking negativo de locais esburacados. Nesses lugares, não há apenas um buraco chamando a atenção dos motoristas, e sim, diversos. Em Águas Claras, a suspensão dos veículos "sofre" com o tráfego pela pista principal e na rua São João, onde é necessário muito cuidado para desviar de cada desnível.

Já na Baixa do Fiscal, desviar é quase uma missão impossível, diante de tantas imperfeições na via. São buracos, lombadas e ondas no asfalto. Motoristas que circulavam no local nesta quinta-feira, 2, e perceberam a presença da reportagem, demonstraram a insatisfação com o problema: "Está impossível trafegar", "Isso é uma vergonha", "Está péssimo", "Aqui só Deus", gritaram pela janela dos seus carros enquanto passavam pelo local.

"Já tem uns dez dias que aqui está assim. Está muito ruim para trafegar", reclamou o vendedor Hugo Roberto Alves, que circula diariamente pela região.

Peso - Dos dez pontos críticos encontrados pela reportagem, em pelo menos seis vias há tráfego intenso de veículos pesados. É o que acontece na Calçada, em frente ao Atakadão, onde diversos caminhões passam para abastecer o supermercado. O asfalto ao redor de um bueiro não resistiu e afundou. "O problema é que a via não foi projetada para o tráfego de veículos pesados. Mas a cidade toda está assim (esburacada). É o tempo todo desviando, saindo de um, caindo em outro. Isso estraga o caminhão e bagunça a carga", reclama o motorista Beneval Cruz.

Pistas próximas a pontos de ônibus também demonstram o desgaste, como na Avenida Bonocô, na altura da 1ª passarela, onde o asfalto apresenta três aberturas.

Tapa buraco - O titular da Superintendência de Conservação e Obras Públicas de Salvador (Sucop), Antônio Carlos Batista Neves, diz que a Prefeitura recuperou 675 km de vias em Salvador desde janeiro, sendo que a capital conta com 21 mil quilômetros de ruas, entre pavimentadas ou não. O superintendente disse que a ação foi interrompida por conta da chuva. "A chuva não dá trégua. Tivemos que interromper a operação, porque não posso jogar dinheiro público no chão. Enquanto não para de chover, vamos jogar asfalto frio, o que ameniza a situação", explica.

De acordo com a Sucop, a medida provisória vai beneficiar a Avenida Luis Viana (Paralela), Rua Arlindo Teles, em Santa Mônica, Rua Conde de Porto Alegre, no IAPI, na ladeira do Cabula, na Avenida ACM, próximo ao Hiperbompreço, e Rua Anísio Teixeira, no Itaigara.

Atualmente, 11 equipes trabalham na operação tapa buraco. O superintendente diz que esse número deve dobrar a partir do dia 20 de maio.

Batista Neves disse que apenas a operação não é suficiente, já que há pontos onde é necessária uma intervenção maior. "O asfalto tem uma vida útil de oito a dez anos. Tem asfalto com até 20 anos. A gente não tinha recurso inicial para fazer nada, mas a partir de agora estamos fazendo um planejamento para tentar fazer o recapeamento a partir do segundo semestre, onde está mais crítico", disse, mas sem divulgar a lista das regiões que serão beneficiadas.

De acordo com ele, técnicos da Sucop estão fazendo um levantamento fotográfico das ruas de Salvador, verificando o quadro atual, o fluxo de veículos que trafega em cada região e o investimento necessário para recuperar.

Buracos atrapalham tráfego na Baixa do Fiscal

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